Depois de 16 anos após o diagnóstico, o aquidauanense recebe um novo rim.
“Descobri o lúpus há cerca de 20 anos. Eu comecei a ter manchas pela pele, machucados e dores nas juntas. Fui até Campo Grande pra me consultar com um reumatologista que, ao me ver, deu o diagnóstico. Quando fiz os exames, a doença foi comprovada”, conta o gráfico aquidauanense, de 37 anos, que na época tinha 17.
Após o tratamento, Alessander lembra que ficou sem precisar ir ao médico por dois anos, pois não sentia mais os sintomas da doença. Ao voltar, descobriu que seu rim estava com apenas 30%.
“Eu estava urinando pouco já. Foi feito pulso terapias em clínica no próprio hospital de Aquidauana, mas não teve jeito, entrei pra máquina entre 2012 e 2013. Depois de oito meses já entrei na fila da Santa Casa, mas eles não estavam realizando transplante, e quando o faziam era um ou dois por ano, então me aconselharam a entrar na fila em São Paulo, e eu fui. Aguardei por dois anos”.
No início de 2018, ao saber que a Santa Casa estava realizando transplantes, Alessander entrou na fila novamente. Após um ano e dez meses de espera, ele recebe a ligação.
“Estávamos saindo da igreja e a dra Raphaela, responsável pelo lista de transplantes, me ligou dizendo que tinha um rim pra mim. Foi uma grande alegria. Senti todas as sensações, misturou tudo. Vi a alegria no rosto de todos a minha volta, principalmente da minha esposa e meu filho”, lembra emocionado.
No dia seguinte, dia 2 dezembro, às 7h da manhã, Alessander estava na Hemosul da Santa Casa para fazer a diálise e já ir para o centro cirúrgico realizar o transplante. Ele conta que entrou às 10h30 e saiu por volta das 17h30.
“Hoje tem dez dias que fiz transplante e estou muito muito feliz. Me sinto novo homem, nasci de novo. Não vejo a hora de sair e ir pra casa viver a vida melhor”. A família deve retornar para Aquidauana já neste fim de semana.













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