Giovana Franco Dias foi presa na data do crime por suspeita de modificar a cena do crime.

MP pede prisão da amiga de jovem morta e avalia soltura como “prematura”

A 5ª Promotoria de Justiça de Dourados acionou a 1ª Vara Criminal recomendando a retomada da prisão de Giovana Franco Dias. A jovem foi identificada como amiga de Mayara Freitas Motoso, de 21 anos, encontrada morta por estrangulamento e espancamento na tarde do dia 22. 

Giovana chegou a ser presa horas depois do corpo da vítima ser encontrado. Ela foi acusada de modificar a cena do crime e também por tráfico de drogas, porém, no dia 24 acabou beneficiada por uma determinação da Vara para responder sobre o fato em liberdade.

Ao Dourados News, o promotor Claudio Rogerio Ferreira Gomes explicou que a intenção do pedido é garantir a qualidade da investigação e esclarecimento dos fatos que relacionam Giovana ao crime. 

“A razão do recurso é só pelo fato de entendermos que a liberdade foi prematura, foi muito cedo. É uma questão de procedimento processual em proteção às apurações e aos esclarecimentos sobre o suposto envolvimento dela com o caso”, explicou. 

Agora, o pedido foi levado à 1ª Vara Criminal e em caso de resistência será elevado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul para apreciação do pedido. 

SOBRE O CASO

Mayara foi encontrada morta com sinais de espancamento e estrangulamento no início da tarde do dia 22 no Jardim Pelicano. A amiga, Giovana, teria acionado a polícia dizendo ter encontrado a vítima já morta no local. 

Ainda naquela tarde, a polícia identificou que a cena do crime teria sido alterada, o que colocou a testemunha em suspeita dos investigadores. Além desse fato, Giovana foi presa também por tráfico de drogas, já que na casa foram encontradas porções de entorpecentes.

Hoje (28) pela manhã, o auxiliar de serviços gerais Rodrigo de Souza Martinez, 28, foi presoacusado de ser o assassino de Mayara. A jovem seria garota de programa e na data do crime teria sido contratada pelo acusado, porém, sem ter como pagar Rodrigo matou Mayara e fugiu com a carteira e o celular da vítima.

As investigações ainda continuam sob a responsabilidade do SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Dourados.