Segundo vítima, prefeitura não respondeu a pedidos de ressarcimento.
Uma tampa de bueiro instalada de forma precária causou transtornos para a família de Gean Andrade de Oliveira. No último domingo (22), ele, a esposa e a filha de apenas 6 meses passavam de carro pela Rua Antônio Prado, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande.
A família ia para a igreja, por volta das 18h20, e trafegava normalmente pela via pública, quando Gean se deparou de forma inesperada com uma tampa de bueiro aberta, sem qualquer sinalização de advertência ou isolamento no local. Sem uma identificação, Gean não conseguiu desviar e caiu com o carro no bueiro.
O impacto causado pela queda do veículo sobre o bueiro foi de alta intensidade, alavancando o carro bruscamente para cima, o que resultou em ruptura do cárter do motor, com perda total de óleo e comprometimento irreversível do conjunto motriz; acionamento dos airbags — indicativo do nível de força do impacto registrado pelo sistema de segurança do veículo e perda total do veículo, conforme avaliação técnica subsequente.
Para a reportagem, Gean explicou que ainda aguarda a emissão de laudo de perda total da seguradora. Em contato com a Prefeitura de Campo Grande, ele disse que sofreu ameaças veladas e coerções para não divulgar o caso.
Além do prejuízo com o veículo, a família está desembolsando pelo menos R$ 150 com corridas de aplicativo para se deslocar do trabalho até em casa e vice-versa “Eu e minha esposa trabalhamos no Centro, e nossa filha fica com a avó. Então precisamos passar e deixá-la. São três paradas para ir e três paradas para voltar; são de R$ 70 a R$ 80 de manhã e de R$ 80 a R$ 90 para voltar”, relata o condutor.
No dia do acidente, além do susto e da preocupação com a família, o choque maior foi como ocorreu o caso. “Fiquei com uma sensação de revolta gigantesca e sentimento de impotência”, disse Gean.
A família já fez um boletim de ocorrência, no qual consta que o acidente decorreu exclusivamente de “falha na conservação e sinalização de equipamento público, configurando omissão por parte do órgão responsável pela manutenção da via, o que enseja responsabilização civil do Município de Campo Grande”.
A reportagem entrou em contato com a prefeitura, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.













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