O advogado afirma que a junção de álcool com a disponibilidade da arma criou o cenário do crime

‘Momento de bobeira’, alega defesa de presos por tiroteio que matou criança de dois anos

A defesa dos quatro presos pelo tiroteio que acabou na morte de uma criança de dois anos em uma conveniência no Jardim Noroeste, em Campo Grande, na madrugada de domingo (17) alega que o ocorrido foi um “momento de bobeira”.

O advogado do grupo, Jossandro Oliveira, informa que o crime não foi motivado por vingança e os envolvidos não são membros de organização criminosa. “Tudo começou com uma discussão dentro da conveniência. O rapaz em quem supostamente ele [o atirador] iria atirar mexeu com a mulher dele”, afirma o jurista.

Oliveira pontua que o crime não foi premeditado. “No momento da bobeira… Arma sozinha já causa estrago, e aí, com álcool junto, ele volta para tentar acertar o rapaz. Aí acontece infelizmente essa fatalidade, esse crime”. O atirador estaria dentro da conveniência com sua filha de 13 anos momentos antes do tiroteio.


 

Tese da defesa
A defesa argumenta como tese que o suposto alvo dos tiros teria mexido com a filha e com a mulher do atirador. Além disso, aponta um erro “lamentável” na execução.

A alegação do advogado reforça, ainda, que o suspeito não possui antecedente penal e é um trabalhador. “Ele não faz parte de nenhuma organização criminosa, embora a tipificação penal tenha sido porque eles supostamente tinham agido juntos”, explica.