Corte aguarda informações solicitadas após pré-campanha apontar rede de perfis falsos e milhões de reais em anúncios contra o senador.
A Meta ainda não forneceu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as informações solicitadas sobre uma suposta rede de perfis falsos utilizada para divulgar ataques e acusações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Segundo integrantes da Corte, a empresa não cumpriu os prazos estabelecidos para apresentar os dados.
A solicitação foi feita após uma representação protocolada em 20 de julho pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio. O caso envolve conteúdos publicados nas redes sociais e a identificação de contas que, segundo a equipe do parlamentar, teriam sido utilizadas de forma coordenada para atingir sua imagem.
Pré-campanha aponta 20 mil perfis
De acordo com Rogério Marinho, a pré-campanha identificou pelo menos 20 mil perfis falsos envolvidos na divulgação dos conteúdos contra Flávio Bolsonaro.
O senador também afirma que cerca de R$ 20 milhões teriam sido movimentados para impulsionar as publicações nas redes sociais.
Flávio chegou a se reunir com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, para tratar das suspeitas e pedir providências relacionadas à atuação das contas.
Meta teria identificado rede coordenada
Segundo informações apresentadas pelo PL, um levantamento realizado pela própria Meta entre 19 de março e 30 de junho de 2026 apontou a existência de uma rede coordenada de páginas com atuação considerada temporária e pouco transparente.
Ainda conforme o partido, essas contas teriam destinado inicialmente aproximadamente R$ 3 milhões em anúncios para conteúdos depreciativos, direcionados principalmente a Flávio Bolsonaro e outros integrantes da legenda.
Os dados são relevantes porque parte das ações teria ocorrido durante o período de pré-campanha, quando a legislação eleitoral estabelece restrições para determinadas formas de propaganda política.
TSE vê possível propaganda eleitoral negativa
Na decisão liminar sobre o caso, Kassio Nunes Marques afirmou que os indícios apresentados poderiam apontar para a realização de impulsionamento pago de propaganda político-eleitoral negativa durante a pré-campanha.
A prática é vedada pela legislação eleitoral, e a Corte busca obter os registros da plataforma para identificar as contas envolvidas, a movimentação financeira e a forma como os conteúdos foram impulsionados.
Até o momento, porém, o TSE ainda aguarda as informações solicitadas à Meta. A ausência dos dados mantém em aberto a identificação dos responsáveis pela estrutura apontada pela pré-campanha e a dimensão efetiva da operação.













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