A soja também começou o dia em alta na Bolsa de Chicago.
Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentações moderadas nas principais bolsas internacionais, refletindo ajustes técnicos, fatores geopolíticos e dados recentes de oferta e demanda. De acordo com a TF Agroeconômica, a abertura desta quinta-feira mostra leve recuperação em Chicago para trigo, soja e milho, após sessões de pressão nos preços.
No caso do trigo, os contratos registram pequenas altas motivadas pela busca de oportunidades de compra por parte de investidores, após as quedas recentes. A ausência de avanços concretos nas negociações de paz na região do Mar Negro e a intensificação das hostilidades, incluindo ataques com drones a navios comerciais, surgem como um dos poucos elementos de sustentação para o mercado internacional, mesmo diante de uma safra global considerada recorde. No Brasil, os preços físicos apresentam comportamento misto, com leve recuo no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul, enquanto as referências da Argentina e do Paraguai seguem dentro de faixas já conhecidas.
A soja também começou o dia em alta na Bolsa de Chicago, apoiada por números expressivos de exportações semanais dos Estados Unidos e pelo forte desempenho da moagem em dezembro, classificada como a segunda maior já registrada para qualquer mês. Esses dados reforçam o crescimento contínuo da capacidade de processamento norte-americana. Apesar disso, novos avanços encontram limite na perspectiva favorável para a produção brasileira, com o início da colheita contribuindo para uma visão mais confortável da oferta global. No mercado interno, os preços seguem pressionados no interior do Paraná, enquanto o porto apresenta leve recuperação diária.
O milho acompanha o movimento positivo em Chicago, sustentado por operações de proteção de investidores. Ainda assim, o mercado caminha para encerrar a semana com perdas relevantes, influenciado pela projeção de uma safra recorde nos Estados Unidos divulgada recentemente. A produção elevada de etanol e o aumento anual das exportações aparecem como fatores capazes de atenuar a pressão negativa. No Brasil, os contratos futuros e o mercado físico operam com leves baixas.
Entre os indicadores, o dólar registra queda frente ao real, o petróleo avança e favorece soja e milho, enquanto a desvalorização do índice do dólar frente ao euro traz suporte adicional ao trigo.











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