O movimento dos fundos reforçou o viés positivo em Chicago.

Mercados agrícolas abrem semana com sinais mistos
O movimento dos fundos reforçou o viés positivo em Chicago. / Foto: Leonardo Gottems

Os mercados agrícolas iniciaram a semana com sinais mistos, em meio ao avanço do petróleo, ao aumento das tensões geopolíticas e à forte presença dos fundos em Chicago. Segundo a TF Agroeconômica, esse conjunto de fatores voltou a colocar os grãos, especialmente a soja, no centro das atenções do mercado.

No cenário internacional, o petróleo avançou, enquanto novos episódios envolvendo Rússia e Ucrânia elevaram a percepção de risco. As tensões também aumentaram no Oriente Médio, com atritos entre Estados Unidos e Irã e novos ataques dos houthis a instalações da Saudi Aramco. A Letônia ainda anunciou planos para impor tarifas de 300% sobre grãos da Rússia e da Bielorrússia.

Na demanda, a Coreia do Sul abriu licitação para comprar 131,9 mil toneladas de arroz, enquanto a Arábia Saudita cancelou uma licitação de trigo por considerar os preços ofertados elevados. No Brasil, as exportações de milho somaram 4,655 milhões de toneladas em agosto, abaixo das 6,849 milhões de toneladas de um ano antes. Já os embarques de soja subiram de 9,33 milhões para 9,81 milhões de toneladas.

O movimento dos fundos reforçou o viés positivo em Chicago. Foram adicionados 217.966 contratos líquidos ao setor agrícola na semana, maior compra desde março de 2016, elevando a posição líquida comprada total para 1.053.808 contratos, maior nível desde maio. No milho, a posição chegou ao recorde de 431.062 contratos. Na soja, atingiu 241.183 contratos, maior volume comprado desde agosto de 2012. Farelo, óleo de soja e trigo SRW também registraram aumento nas posições.

A leitura é de maior otimismo, mas com risco de volatilidade caso ocorra realização de lucros. No início do dia, o dólar futuro estava em R$ 5,1580, com alta de 0,49%, enquanto o Brent avançava 1,04%, a US$ 98,27.