Mãe biológica de Mayza, que estaria morando em Rondonópolis, conseguiu autorização da Justiça para visitar a filha, mas desapareceu com a menina durante a primeira visita.

Menina de 6 anos está desaparecida há 1 mês após ser levada da casa dos pais adotivos em MS para MT pela mãe biológica
Criança foi levada há um mês da casa dos pais adotivos pela mãe biológica. / Foto: TVCA/Reprodução

O desaparecimento da menina Mayza Valentina Mattos Camargo, de 6 anos de idade, que foi levada da casa dos pais adotivos, em Bela Vista (MS), para Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, pela mãe biológica dela, Gleice Mara Dias, completou um mês nessa segunda-feira (30), sem que a polícia tenha pistas do paradeiro da criança.

A família adotiva de Mayza está em Mato Grosso à procura da criança. Os servidores públicos João Gomes de Carvalho e Jane Mary Garcia Mattos Carvalho contam que detém a guarda provisória da menina e que a mãe biológica conseguiu autorização provisória da Justiça para visitar e passar fins de semana e feriados com a filha.

Eles contam que, no dia 30 de junho, Gleice foi até à casa deles, com a promessa de entregar a filha novamente no dia seguinte. Porém, segundo os pais adotivos, ela desapareceu com a menina, contando com a ajuda do marido dela e de uma advogada.

"Dia 30 à noite começou a nossa 'via crucis' e, até agora, não temos nenhuma informação do paradeiro da Mayza", disse João Gomes.
 
Segundo os pais adotivos, apesar de não saberem o paradeiro da filha, foram surpreendidos por uma ação movida por Gleice na 1ª Vara da Família de Rondonópolis, onde pede à Justiça pela guarda provisória de Mayza.

"O juiz de Mato Grosso declinou, por questão de competência, porque a Mayza mora em Bela Vista (MS). E o Juízo de Mato Grosso do Sul arquivou o pedido porque já existe um processo correlato a esse, onde a Gleice perdeu a guarda e nós conseguimos a guarda provisória, por meio de decisão judicial", explicou o pai adotivo.

Investigação
 
Na semana passada, os pais adotivos procuraram a Polícia Civil de Bela Vista para pedir o indiciamento da mãe de Maysa, do marido dela e da advogada que atuou no caso. Eles também procuraram pela Promotoria de Justiça de Mato Grosso do Sul para pedir celeridade no caso.

Por telefone, o delegado Regional de Rondonópolis, João Paulo de Andrade Farias, disse que a Polícia Civil de Mato Grosso não tem atribuição para apurar o caso e que os investigadores locais só têm dado apoio em diligências, como cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão que forem expedidos pela Comarca de Bela Vista.

O delegado também disse que a Polícia Civil de Bela Vista conseguiu um mandado de busca e apreensão e ordem precatória contra a mãe biológicae que as buscas já foram feitas em Rondonópolis, Guiratinga e Água Boa, todas sem sucesso.

Adoção de Mayza
 
Segundo a família adotiva, a mãe biológica - que foi casada por quatro anos com o irmão de Jane - entregou a filha espontaneamente a eles em 2014, quando Mayza tinha 2 anos. De acordo com os pais, quando o casal se separou, nenhum dos dois queria ficar com a menina.

Gleice, então, teria procurado Jane, pedindo à ela para que ficasse com a criança. De acordo com eles, a mãe biológica dizia que queria entregar a menina porque queria se mudar para Portugal.

Em outubro do ano passado, João e Jane conseguiram a guarda definitiva de Mayza. Mas, no início de 2018, Gleice procurou a Justiça para revogar a decisão e ter a filha de volta, o que foi negado em primeira instância.

Após a derrota, la ingressou com processo para ter direito de visitar Mayza, o que foi concedido. A primeira visita autorizada foi no dia 30 junho, quando ela desapareceu levando a filha.