O médico João Jazbik Neto, de 78 anos, foi preso preventivamente na sexta-feira (14), em Campo Grande, sob a acusação de assassinar a esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos.

Laudo aponta hematomas e tiro à distância em caso de fisioterapeuta morta; médico João Jazbik Neto é preso
Caso Fabíola Marcotti: Prisão de médico e laudo necroscópico fragilizam tese de suicídio.

O mandado de prisão foi expedido pela 2ª Vara do Tribunal do Júri e enquadrado na Lei do Feminicídio. A captura do médico ocorre quase três meses após o início das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Fabíola foi encontrada morta no dia 18 de maio na chácara onde residia com o marido, localizada no bairro Jardim Veraneio. No início do caso, o episódio foi registrado pelas autoridades como morte a esclarecer. Contudo, o rumo das investigações mudou drasticamente depois que a Polícia Civil identificou graves contradições e inconsistências na versão apresentada sobre a dinâmica do óbito.

Um elemento crucial para a reviravolta no caso surgiu no final de julho com a conclusão do laudo necroscópico da vítima. O exame pericial não encontrou marcas de pólvora, fuligem, queimaduras ou quaisquer vestígios característicos de um tiro disparado a curta distância ou com a arma encostada ao corpo. A ausência desses sinais típicos enfraqueceu teses defensivas anteriores e reforçou os indícios de execução, resultando no pedido de prisão preventiva do médico.