A diferença entre ela e Roberto Sanchéz é de 43 mil votos, com 40.213 urnas restantes
A direitista Keiko Fujimori obtém vantagem irreversível nas eleições peruanas e está matematicamente eleita, nesta quarta-feira (24). A contagem dos votos dura mais de uma semana, com 99,85% das urnas apuradas, a candidata lidera com 50,11% dos votos sobre o esquerdista Roberto Sanchéz, com 49,82%.
A vantagem obtida pela nova presidente do partido Força Nacional, é de 43 mil votos, e segundo os dados da ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais), faltam 40.213 votos a serem contabilizados. Os peruanos foram às urnas no segundo turno, no dia 7 de junho, e aguardavam a definição presidencial.
Nas última eleições, Keiko Fujimori, amargou três derrotas consecutivas no segundo turno para candidatos menos conhecidos. E não reconheceu o resultado das últimas duas, em 2016 derrotada pelo direitista Pedro Pablo Kuczynski e em 2021, pelo esquerdista Pedro Castillo.
Keiko nasceu em 1975, e é mestre em administração de empresas pela Universidade de Columbia, em Nova York. Foi eleita congressista pela primeira vez, com recorde histórico de votos para uma mulher, mais de 600 mil.
A campanha de Keiko foi marcada pelo combate ao crime e a extorsão, promoveu a criação de leis antiterrorismo mais duras, papel ampliado aos militares. O plano de governo destaca a insegurança dos cidadãos, a corrupção e a paralisia burocrátrica como os principais problemas do Peru.
O Peru teve 9 presidentes nos últimos dez anos, em decorrência de crise política e uso do impeachment pelo parlamento.
Legado fujimorista
A nova presidente é filha do ex-ditador Alberto Fujimori, acusado de crimes como execuções extrajudiciais e esterilização forçada de indígenas. O político alcançou o poder após dar um autogolpe militar na década de 90. Ele passou mais de 10 anos no poder e renunciou em 2000, para evitar um impeachment. O direitista passou 16 anos na prisão por crimes contra a humanidade.
Keiko Fujimori associa sua imagem à do pai, com o slogan “volta à ordem”, ela construiu parte da carreira política baseada na nostalgia pelo governo de Alberto. Mas, reconheceu os crimes cometidos durante a gestão. Alberto Fujimori morrreu em 2024.













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