Acusado está envolvido em esquema de lavagem de dinheiro do narcotráfico.

Justiça mantém prisão preventiva de filho de deputado morto na fronteira com MS
Juiz negou pedido de advogados. / Foto: Reprodução, Polícia Nacional

O juiz Osmar Legal ratificou a prisão preventiva de Alexandre Rodrigues Gomes, filho do deputado Eulálio Gomes, o ‘Lalo’, morto pelas mãos da Polícia durante uma operação em 19 de agosto, em Pedro Juan Caballero.

O filho de ‘Lalo’ é acusado de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele está em prisão preventiva no Centro de Reabilitação Social de Itapúa e havia solicitado liberdade por meio de seus advogados, mas o recurso foi negado.

Rodrigues entregou-se à justiça no mesmo dia que a Polícia matou seu pai em sua casa em Pedro Juan Caballero, Departamento de Amambay.

Segundo a Polícia, o objetivo da operação era a prisão de Alexandre e a apreensão de documentos, uma vez que Gomes gozava de imunidade parlamentar.

A morte do deputado teria ocorrido porque ele reagiu com tiros à operação, embora esta versão ainda precise ser confirmada no âmbito da investigação.

De acordo com a acusação de 54 páginas feita pelos procuradores Osmar Segovia, Ingrid Cubilla e Elva Cáceres, a investigação contra pai e filho surgiu a partir da operação Pavo Real, que investiga a lavagem de organização criminosa liderada por Jarvis Chimenes Pavão.

Segundo a Polícia Nacional, o legislador prestou ajuda financeira ao grupo de Pavão quando a sua estrutura ficou fragilizada pelos processos enfrentados por vários dos seus membros.

Nesse sentido, o deputado e seu filho compraram em 2020 a fazenda Negla Poty, de propriedade do Pavão, localizada em Bella Vista Norte, no Departamento de Amambay.

Pai e filho, além disso, teriam usado “a sua interferência e experiência” no sector relacionado com a pecuária e atividades conexas para movimentar fundos do tráfico de drogas e outras ações ilícitas dentro do sistema financeiro.