O senador Nelsinho Trad (PSD) ganhou mais dois meses para se preparar para o julgamento na acusação pelo desvio de R$ 9,369 milhões na operação tapa-buracos, durante sua gestão como prefeito de Campo Grande, em 2012.

Justiça adia para maio julgamento de Nelsinho por fraude de R$ 9,3 milhões no tapa-buracos
/ Foto: Senador vai a julgamento em maio pelo desvio milionário na Operação Tapa-buracos (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O senador Nelsinho Trad (PSD) ganhou mais dois meses para se preparar para o julgamento na acusação pelo desvio de R$ 9,369 milhões na operação tapa-buracos, durante sua gestão como prefeito de Campo Grande, em 2012.

Marcada para 3 de março, o julgamento foi adiado para 5 de maio de 2026. A decisão do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, se deve a falta de sala no Fórum de Aquidauana, onde será ouvida uma testemunha.

Lá serão ouvidos o engenheiro civil Semy Alves Ferraz, que ocupou o cargo de secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação durante a gestão de Alcides Bernal (PP) e Ângelo Homero Pedrollo Dal Vesco, que foi Chefe da Divisão de Iluminação Pública na gestão de Gilmar Olarte, em 2014.

 
O magistrado, na decisão, designou a audiência de instrução e julgamento para o dia 5 de maio de 2026, às 14h, na sala física de audiência da 1ª vara de Direitos Difusos, mas com permissão para participação por videoconferência.

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual, a prefeitura na gestão de Nelsinho contratou a Asfaltec Tecnologia em Asfalto para acabar com a buraqueira por R$ 5,632 milhões em 2012. No entanto, os contratos foram aditivados e o município desembolsou R$ 14,082 milhões com a operação nas regiões do Centro, Imbirussu e Prosa.

O MPE acusa que houve superfaturamento de R$ 9,369 milhões. A prefeitura pagou R$ 8,488 milhões pelo CBUQ, mas o custo previsto em tabela oficial era de R$ 4,7 milhões. Além disso, houve superfaturamento de R$ 5,5 milhões no pagamento da mão de obra para a realização do serviço.

De acordo com a ação civil pública, a Asfaltec é composta pelas empresas Equipe e Unipav, dos empresários Almir Antônio Diniz Figueiredo e João Carlos de Almeida.

Até 2005, um dos donos da empresa era Sandro Beal, irmão do empreiteiro João Amorim, que foi tesoureiro e ex-cunhado de Nelsinho Trad.