Vítima foi morta em fevereiro de 2018 por ser de facção rival .
Julgamento do homicídio de John Hudson dos Santos Marques - o “John John” - em suposto tribunal do crime da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) durou dois dias (quarta e quinta-feira), no Fórum de Campo Grande e terminou com as sentenças somando de 51 anos de reclusão, além de um dos réus ficar sem defensor público durante os depoimentos.
Primeiro a ser ouvido pelo Júri, Gabriel Rondon da Silva foi condenado a 18 anos e seis meses de prisão, mais 32 dias-multa por homicídio qualificado por motivo torpe, que dificultou a defesa da vítima, destruição de cadáver e organização criminosa. Leonardo Caio dos Santos Costa teve pena arbitrada em 19 anos, 8 meses e 20 dias-multa, pelos mesmos crimes, com exceção do qualitativo de dificuldade de defesa da vítima.
Já Tiago Rodrigues de Souza e Elionai Oliveira Emiliano foram absolvidos do crime de homicídio, mas condenados por destruição de cadáver e organização criminosa, com pena de 6 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, além de 54 dias-multa.
Maycon Ferreira dos Santos mudou sua versão dos fatos e negou participado do caso, o que fez com que o seu defensor pedisse pelo desmembramento de seu processo, que será julgado em uma nova data.
Outros dois envolvidos, Wellington Felipe dos Santos Silva e Mackson Ferreira, já tinham sido julgados em setembro de 2019. Wellington foi condenado a 17 anos e 10 meses de prisão e Mackson inocentado do crime. Todos eles são apontados pela polícia como integrantes do PCC, o que foi negado pelos mesmos. As penas de todos os envolvidos no crime já julgados chega a 69 anos.
O julgamento começou às 13h de quarta-feira e terminou por volta de 21h de quinta-feira, quando foram publicadas as sentenças. Os jurados passaram a noite de um dia para o outro em um hotel reservado pelo tribunal e foram mantidos sem comunicação. A Polícia Militar e o Batalhão de Choque permaneceram no Fórum para reforçar a segurança do local, devido à periculosidade dos acusados.
O CASO
Segundo a investigação apontou, Leonardo Caio dos Santos, Tiago Rodrigues de Souza, Wellington Felipe dos Santos Silva e Gabriel Rondon da Silva, armados, sequestraram John e o levaram até uma casa, cedida por Mackson Ferreira dos Santos em troca de drogas. Foi lá onde teria acontecido o julgamento do crime, por meio de videoconferência com os chefes da facção criminosa.
Então, John, que vendia drogas, foi levado até uma estrada vicinal e executado na mata. Gabriel Rondon, portando um revólver calibre .38, atirou na cabeça e nas costas da vítima antes dele ser decapitado por Leonardo Caio. Wellington filmou e fotografou a ação para enviar aos chefes da facção e confirmar a execução.













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