A justiça de Mato Grosso do Sul rejeitou novo pedido de liberdade do ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, preso desde 7 de julho de 2026, na Operação Gutenberg desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Juiz nega novo pedido e mantém ex-prefeito de Fátima do Sul na cadeia por fraude com livros
Junior Vasconcelos participava da venda de livros para prefeituras. / Foto: Arquivo.

A justiça de Mato Grosso do Sul rejeitou novo pedido de liberdade do ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, preso desde 7 de julho de 2026, na Operação Gutenberg desencadeada pelo  Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

A negativa foi dada pela juiza Eucélia Moreira Cassal da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, que seguiu o parecer do Ministério Público Estadual, de que não há fato novo para soltar o acusado de corrupção. O réu também pediu para anular decisões feitas pelo juiz anterior (da 2ª Vara), mas a juíza explicou que não pode decidir sobre isso agora.

“Diante do exposto, não conheço dos pedidos de revogação da prisão preventiva e de substituição da custódia por medidas cautelares diversas, inclusive a fiança, ante a ausência de fato novo modificativo. Tampouco conheço do pedido de declaração de nulidade dos atos decisórios praticados pela 2ª Vara Criminal, posto que incompetente. Afasto a alegação de excesso de prazo, já que a ação penal principal tramita regularmente e o prazo nonagesimal para a análise da prisão encontra-se observado”

Antes da prisão, Junior Vasconcelos, como é conhecido, ocupava cargo de assessor no gabinete do deputado estadual Jamilson Name (PP). Ele foi exonerado e afastado do cargo de escrivão da Polícia Civil.

Ele é apontado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) como parte das tratativas entre os intermediadores da Editora Avante e os municípios de Mato Grosso do Sul. Ele virou réu por integrar organização criminosa e corrupção passiva.