Wadson acompanhava outros trabalhadores durante a transferência da emulsão asfáltica entre dois caminhões.
Trabalhador identificado como Wadson dos Santos Souza, de 20 anos, morreu na quinta-feira (13/8), após cair de cabeça dentro de um caminhão-tanque carregado com piche enquanto tentava recuperar o celular, na BR-163, em Jaraguari.
A fatalidade aconteceu durante o trabalho de uma equipe terceirizada às margens da rodovia, no sentido Bandeirantes. Segundo o Campo Grande News, o corpo do rapaz foi retirado do reservatório por equipes de resgate e a morte constatada ainda no local.
Wadson acompanhava outros trabalhadores durante a transferência da emulsão asfáltica entre dois caminhões. Ele estava sentado na plataforma de um dos veículos quando avisou que o celular havia caído dentro do tanque.
Ele tentou buscar o aparelho mesmo após ser orientado a não entrar no reservatório. Para a polícia, uma testemunha relatou que desceu para desligar a bomba usada na transferência do produto e retornou imediatamente ao caminhão, e ao subir novamente, encontrou Wadson com as pernas voltadas para cima.
O homem tentou retirar o trabalhador, mas desistiu devido ao forte odor químico no reservatório e pediu socorro.
Ainda de acordo com o site da Capital, o Corpo de Bombeiros, equipes de resgate e da empresa responsável pelo atendimento da obra foram mobilizadas e fizeram a remoção do corpo do trabalhador que já apresentava rigidez cadavérica.
A emulsão asfáltica estava em temperatura elevada e poderia chegar perto de 200°C durante o uso. Quando o local foi liberado, equipes da concessionária que administra a BR-163 no estado mediram aproximadamente 33°C no produto. Wadson apresentava queimaduras no rosto e no couro cabeludo, além de forte odor químico.
A PC (Polícia Civil) recebeu o primeiro comunicado da PRF (Polícia Rodoviária Federal) por volta das 16h15. A área já estava isolada quando os investigadores chegaram.
Operador de máquina
Segundo o responsável pela empresa que empregava os trabalhadores, Wadson exercia a função de operador de máquina e não deveria estar naquele ponto específico nem manusear o caminhão-tanque.
Os trabalhadores moravam em Abadia de Goiás (GO) e haviam chegado à região na segunda-feira (10/8).
A perícia vai analisar as queimaduras, a exposição ao produto químico e as demais circunstâncias do acidente para determinar a causa da morte.













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