Com irmão de ex-BBB, lista de procurados tem 8 nomes de MS. No ano passado, uma empresa da qual Ronald é sócio foi alvo de operação, deflagrada contra o tráfico de drogas.

Irmão de ex-BBB integra lista de 8 procurados de MS
Lista reúne oito procurados em Mato Grosso do Sul, entre eles Ronald Alves Cordeiro, irmão do ex-BBB Fael. / Foto: Divulgação/MJSP

Ronald Alves Cordeiro, irmão de Rafael Cordeiro, o Fael, vencedor do BBB 12, aparece na lista de procurados de Mato Grosso do Sul. Conhecido como “Roni”, ele integra a relação de oito homens divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Ronald Alves Cordeiro, irmão do ex-BBB Fael, vencedor do BBB 12, figura na lista de procurados do sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul. A Sejusp divulgou oito nomes, sem detalhar os motivos. Ronald teve empresa investigada pela Polícia Federal na Operação Red Flag, que apurou tráfico de drogas por via aérea. A lista inclui ainda condenados por homicídio, tráfico, roubo e lideranças de organizações criminosas como PCC e grupos paramilitares na fronteira.

A ficha divulgada pelo órgão apresenta foto e dados de identificação de Ronald, mas não informa por que ele é procurado nem traz detalhes sobre eventual condenação, fuga ou mandado de prisão. A reportagem não conseguiu localizar a defesa dele.

No ano passado, uma empresa da qual Ronald é sócio foi alvo da Operação Red Flag, deflagrada pela PF (Polícia Federal) contra o tráfico de drogas por via aérea. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em uma oficina aeronáutica, em Campo Grande, e na Romaer Aviação Agrícola Ltda., em Aral Moreira.

Aberta em outubro de 2007, a Romaer atua na pulverização e no controle de pragas agrícolas e tem como sócio Ronald. Na época da operação, a PF investigava um esquema de uso de aeronaves para o transporte de drogas.

Além de Ronald, constam na lista Antônio Joaquim Mendes Gonçalves da Mota; Cleber Laureano Rodrigues Medeiros; Ronaldo Gonçalves Martinez, o “R7”; Tiago Vinícius Vieira, o “Dourado”; Ricardo de Souza, também identificado como Luís Carlos dos Santos e conhecido como “Cabelo”; Osmar Pereira da Silva; e Phillypi Júnior Nunes Matos.

Natural de Ponta Porã, R7 foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado por motivo torpe. Conforme o processo, ele matou Alexandre Torraca após a vítima agredir sua irmã. Ele também responde por outros homicídios, além de porte ilegal de arma e tráfico de drogas, e possui mandado de prisão expedido no âmbito da Operação Blindspot, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que investiga o vazamento de dados sigilosos.

Ricardo de Souza, que também usava o nome Luís Carlos dos Santos, foi condenado em 2017 após investigação do Gaeco na Operação Ictus, que desarticulou uma organização criminosa comandada de dentro do sistema prisional.

Phillypi Júnior Nunes Matos recebeu pena superior a dez anos de prisão por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Ele foi ligado ao transporte de quase meia tonelada de pasta-base de cocaína e fuzis em uma aeronave interceptada em Itaquiraí.

Osmar Pereira da Silva, conhecido como “Branco”, acumula condenações que ultrapassam 70 anos de prisão por crimes como roubo, furto e organização criminosa, incluindo participação em grandes assaltos.

A Polícia Federal aponta Antônio Joaquim Mendes Gonçalves, o “Motinha”, como líder de uma organização paramilitar na região de fronteira e ele ficou conhecido por escapar de operações policiais com apoio aéreo. As investigações apontam Cleber Laureano Rodrigues Medeiros como liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital) e como participante de um esquema criminoso que resultou na execução de 2 pessoas em Campo Grande.