Pouco mais da metade dos brasileiros (56%) concorda com a decisão da Justiça de conceder prisão domiciliar provisória a Jair Bolsonaro por motivos de saúde.

Ipsos/Ipec: 56% dos brasileiros defendem prisão domiciliar de Bolsonaro por questão de saúde
O ex-presidente Jair Bolsonaro. / Foto: Sergio Lima / AFP

 Desses, 38% dizem concordar totalmente, enquanto 18%, em parte. Do outro lado, 35% discordam, sendo 26% totalmente e 9%, em parte. Apenas 3% são indiferentes e 6% não opinaram.

Os números são de uma pesquisa inédita do Ipsos/Ipec, realizada presencialmente entre os dias 8 e 12 abril, com 2.000 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

O voto no segundo turno da eleição de 2022 é a variável que mais diferencia as opiniões dos entrevistados. Entre os que votaram em Jair Bolsonaro, 69% concordam com a prisão domiciliar (54% totalmente e 15% em parte). Já entre os eleitores de Lula, 42% discordam da decisão (33% totalmente e 9% em parte).

A defesa da prisão domiciliar é maior entre moradores de cidades do interior (58%) do que entre aqueles que vivem nas capitais brasileiras (49%) e entre os que vivem em cidades com até 50 mil habitantes (60%) se comparado com os que residem nas cidades com mais de 500 mil habitantes (50%).

Mas ao final dos 90 dias previsto, a prisão domiciliar deve ou não ser mantida se a saúde do ex-presidente melhorar? Para 49%, Bolsonaro deveria seguir em domiciliar, enquanto 42% consideram que ele deveria voltar a cumprir sua pena na Papudinha. Os que não souberam ou não responderam somam 9%.

Entre os que votaram em Lula, 69% preferem o retorno à Papudinha e 25%, a manutenção da prisão domiciliar. A manutenção é mais acentuada entre aqueles com renda familiar acima de 5 salários mínimos (60%), moradores da região Sul (58%), evangélicos (58%) e pessoas com 60 anos ou mais (54%). Já o retorno à penitenciária é mais defendido por moradores do Nordeste (50%) e jovens (48%) na comparação com os idosos (35%).