No Brasil, o IPCA de agosto registrou deflação de 0,32%.
O cenário econômico segue marcado por sinais mistos entre inflação, atividade e juros, enquanto o ambiente externo mantém elevado grau de incerteza e volatilidade. Segundo o Rabobank, a combinação entre dados de preços nos Estados Unidos, comportamento do mercado de trabalho e riscos fiscais no Brasil deve continuar influenciando câmbio e política monetária nos próximos meses.
Nos Estados Unidos, o núcleo do índice de preços ao consumidor avançou 0,3% em agosto, acima dos 0,2% esperados pelo mercado, com pressões mais disseminadas no setor de serviços. Após o resultado, o Rabobank passou a considerar uma alta de 0,25 ponto percentual nos juros norte-americanos ainda neste ano, diante da resiliência do mercado de trabalho, da desaceleração mais lenta da inflação e da necessidade de preservação da credibilidade do Federal Reserve.
No Brasil, o IPCA de agosto registrou deflação de 0,32%, ante expectativa de queda de 0,28% pelo mercado. Em 12 meses, a inflação desacelerou de 4,4% para 4,2%, permanecendo abaixo do limite superior da meta, de 4,5%. O resultado foi favorecido principalmente pelas quedas nas tarifas de energia elétrica, gasolina, passagens aéreas e alimentos e, na avaliação da instituição, mantém espaço para redução de 0,25 ponto percentual na Selic, para 13,75%.
A atividade, porém, segue fraca. O setor de serviços ficou estável em julho, com variação de 0,0%, no segundo mês consecutivo de desempenho praticamente estacionado. No câmbio, o real valorizou 0,15% na semana, para R$ 5,1211 por dólar. O Rabobank projeta a moeda norte-americana em R$ 5,35 no fim do ano, considerando menor diferencial de juros, possível fortalecimento global do dólar e fragilidade fiscal doméstica em ano eleitoral.













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