Um idoso de 66 anos perdeu R$ 10.850 após cair em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por sua advogada e por um promotor de Justiça em Corumbá.

Idoso perde mais de R$ 10 mil após golpistas se passarem por advogada e promotor em Corumbá
Alerta de Golpe

A ocorrência foi registrada na manhã de quinta-feira (9), na Delegacia de Polícia Civil, depois que a vítima percebeu que havia sido enganada durante uma suposta etapa para receber cerca de R$ 32 mil de um processo judicial.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um número com DDD 67. O perfil utilizava a mesma fotografia de sua advogada e informava que a ação judicial havia sido julgada procedente, com direito ao recebimento de aproximadamente R$ 32 mil. Como realmente possui um processo em andamento, a vítima acreditou que a comunicação era verdadeira.

Na sequência, a falsa advogada informou que um promotor de Justiça entraria em contato para orientar sobre a liberação do dinheiro. Pouco depois, o idoso recebeu uma ligação de um número com DDD 11. Durante uma chamada de vídeo, o interlocutor afirmou que não conseguia efetuar o depósito diretamente na conta do beneficiário e passou a orientar uma série de procedimentos bancários.

Os criminosos convenceram a vítima a transferir inicialmente todo o saldo para outra conta de sua própria titularidade. Depois alegaram que o procedimento havia apresentado erro e solicitaram uma testemunha, além de outra conta bancária para continuidade da suposta liberação judicial. O homem forneceu dados da filha e também de um colega de trabalho.

Golpistas conseguiram acesso às contas
Ainda durante o contato, os estelionatários orientaram o idoso a inserir sua senha bancária. Sem desconfiar da fraude, ele acabou autorizando transferências via Pix para contas indicadas pelos criminosos.

Foram realizadas duas operações que somaram R$ 10.850. Desse total, R$ 2.150 foram enviados para uma suposta empresa e R$ 8.700 para a conta de uma pessoa física. Além disso, a conta bancária da filha da vítima teve movimentação de R$ 500, embora o idoso não tenha conseguido informar para qual destino esse valor foi encaminhado.

A fraude só foi descoberta quando o homem percebeu que nenhum valor referente ao processo havia sido creditado e os números utilizados pelos golpistas deixaram de responder às mensagens e ligações.

Após identificar o golpe, ele entrou em contato com a instituição financeira para solicitar o bloqueio das operações e o estorno dos valores. O banco informou que a análise do pedido deverá ser concluída em até 11 dias.

Posteriormente, a verdadeira advogada confirmou que não existe qualquer decisão judicial favorável nem valores liberados no processo citado pelos criminosos. O caso foi registrado como estelionato contra idoso e será investigado pela Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e Idoso.