Seo João diz que a prática de esportes como andar de bicicleta e corrida, o ajudou a manter disposição para chegar a terceira idade saudável e realizar o sonho de voar.
João Silva Pinto, de 70 anos, desde a infância sempre sonhou em voar, mas por conta da falta de oportunidade e também pelos custos financeiros em realizar o desejo, há dois anos, decidiu investir em um curso de paramotor e colocar em prática o que era somente um plano. Hoje, ele voa com o filho que foi um de seus professores e agora parceiros, os dois desbravam o céu de Três Lagoas, a 325 km de Campo Grande.
"É uma sensação de liberdade. Voar e ter uma visão privilegiada das alturas fez com que eu ficasse ainda mais próximo do meu filho", explicou ao G1.
Conforme o aposentado, que atualmente reside na cidade de Ilha Solteira (SP), a 67 km da cidade sul-mato grossense, onde praticam o esporte, toda oportunidade que têm, ele e o filho atravessam a ponte do rio Paraná para voar juntos: " Eu achava fantástico ver meu filho voando e comecei a analisar e ver que não era tão difícil de pilotar um paramotor. Investi em um curso e hoje somos parceiros das alturas", relembra.
Seo João conta que apesar de querer voar, saltar de paraquedas ou fazer esportes radicais que desafiem a altura, confessa que antes de assumir o controle de um paramator sentiu medo: "Quando via pela televisão aquele povo voando me dava uma sensação muito ruim, mas quando decidi investir nesse sonho, a gente se acostuma e embarca nessa emoção. Hoje, eu já voo sozinho", explica.
O filho do seu João, Cleber Pinto, de 41 anos, que além de piloto também é mergulhador profundo, disse que é um privilegio voar com o pai e que muitos admiram o companheirismo deles: "Meu pai sempre teve muita facilidade para aprender. Ele toca mais de 10 instrumentos e quando ele viu que não era tão difícil pilotar [paramotor], ele buscou se aprimorar para juntos voarmos", explicou ao G1.
"Não é porque é meu pai, mas sou fã dele. Essa atitude de querer aprender um esporte radical é um incentivo para muita gente. É uma forma de mostrar que é possível envelhecer com disposição e muita saúde", diz Cléber.
Seo João, que é pai de mais três mulheres, conta que o companheirismo com o filho também é sinônimo de segurança: "Desde que estou pilotando, nunca passei por um grande susto, mas isso é devido ao cuidado que meu filho tem comigo. Sempre trocamos informações se o momento está ideal ou não para voar. Se tiver com muito vento, nossa aventura fica em terra firme", finaliza.













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