Ricardo Ribeiro Carrijo, 37, foi esfaqueado após confrontar motorista que bateu em vários veículos e tentou fugir. Suspeito foi preso.
Uma tentativa de impedir um crime terminou em tragédia na madrugada de domingo (20), em Costa Rica (MS). Ricardo Ribeiro Carrijo, de 37 anos, foi morto a facadas ao tentar impedir a fuga de Wellington Marques da Silva, 24, após este se envolver em um grave acidente de trânsito.
O caso teve início quando Wellington, dirigindo um Gol, perdeu o controle do veículo e atingiu um poste, além de três carros e duas motos que estavam estacionados na via. Em vez de prestar socorro ou aguardar as autoridades, o motorista tentou fugir do local.
Ricardo Ribeiro Carrijo, vendo a situação, decidiu intervir e tentar impedir a fuga. Testemunhas relataram ter gritado para que Ricardo se afastasse ao perceber Wellington portando uma faca. Tragicamente, Ricardo foi atingido na cabeça, próximo à orelha. Mesmo ferido, ele conseguiu correr até um bar para pedir ajuda, mas acabou caindo na calçada, onde não resistiu aos ferimentos, apesar de ter sido socorrido.
Após o crime, Wellington Marques da Silva fugiu novamente, desta vez abandonando o carro danificado. Cerca de uma hora depois, a polícia localizou o veículo e, seguindo as pistas, encontrou o suspeito escondido nos fundos de uma casa, em uma estrutura que se assemelhava a um galinheiro.
Em depoimento à polícia, Wellington alegou ter pego a faca após ter sido golpeado no rosto, versão que não foi confirmada. Ao ser questionado se tinha a intenção de matar Ricardo, ele respondeu afirmativamente. O suspeito também admitiu ser dono da faca encontrada no local, que apresentava sinais de sangue. Além disso, ele confessou ter bebido antes de dirigir e se recusou a fazer o teste do bafômetro, apresentando sinais de alteração da capacidade psicomotora.
Wellington Marques da Silva foi preso em flagrante e responderá por homicídio qualificado por motivo fútil, resistência, desobediência, fuga do local do acidente e embriaguez ao volante. A Polícia Civil solicitou a conversão de sua prisão em flagrante para preventiva, visando garantir a ordem pública e a instrução do processo.
A reportagem tentou contato com a defesa de Wellington, mas não obteve retorno. Segundo o registro policial, ele não indicou um advogado após a prisão, e o espaço permanece aberto para manifestações.













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