Conforme informações do boletim de ocorrência, a vítima pegou a linha 080 para buscar seu filho na casa da cunhada, o autor entrou junto com a vítima e ficou atrás dela que estava de costas para ele.

Guarda Municipal faz primeira prisão em flagrante por importunação sexual em Campo Grande

Um estudante de 25 anos foi preso em flagrante nessa quinta-feira (4) após passar a mão nas costas próximo ao seu quadril e no braço de uma mulher de 24 anos. O caso aconteceu dentro de um ônibus de transporte coletivo na Avenida Afonso Perna em Campo Grande e foi encaminhado para a Deam (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher).

Conforme informações do boletim de ocorrência, a vítima pegou a linha 080 para buscar seu filho na casa da cunhada, o autor entrou junto com a vítima e ficou atrás dela que estava de costas para ele. Em certo momento ele passou a mão na parte de baixo de suas costas, ela olhou para trás e viu o homem de boné abaixado e fingindo que estava dormindo.

A mulher tentou ir mais para frente e nesse momento o estudante passou a mão em seu braço, na altura do ombro, ela novamente olhou par ao autor que disfarçou baixando a cabeça fingindo que estava dormindo.

Ao se afastar do autor, ela viu quando ele por duas vezes, passou a mão em outra passageira uma vez nas costas e outra no quadril, chegando a abraça-la. Ao chegar no terminal ela contou aos seguranças que acionaram a Guarda Municipal. Uma das vítimas não quis denunciar o autor por medo.

Em depoimento, ele alegou que estava dormindo e acabou encostando sem querer nas mulheres e não teve a intenção de cometer nenhum ato libidinoso. Ele já tem passagens por roubo, tráfico de drogas, receptação e adulteração de sinal identificador. Ele estava em liberdade condicional há um ano.

Nesta sexta-feira (5) ele passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Importunação sexual – Este é o primeiro caso registrado em Campo Grande que se enquadra na nova lei criada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher que também aumenta penas para estupro e criminaliza a divulgação de cenas de abuso sexual.

A lei está em vigor desde o dia 24 de setembro deste ano e inclui qualquer ato libidinoso de cunho sexual sem o consentimento da vítima.

A medida está prevista no Projeto de Lei 5452/16, do Senado, que altera o Código Penal e a pena privativa é superior a quatro anos.