Suspeito de 50 anos passou a mão nas nádegas da vítima e enviou mensagens depois do crime.
Mulher de 27 anos foi assediada após fazer uma entrega no Jardim Colibri, em Campo Grande, nesta terça-feira (30). O suspeito, Walter Cordeiro do Nascimento, de 50 anos, passou a mão nas nádegas da vítima e, depois, enviou mensagens e áudios pelo WhatsApp, chamando-a de “gostosa do carai”.
Uma mulher de 27 anos foi assediada após fazer uma entrega no Jardim Colibri, em Campo Grande, nesta terça-feira (30). Segundo a polícia, Walter Cordeiro do Nascimento, de 50 anos, tocou as nádegas da vítima e depois enviou mensagens e áudios ofensivos pelo WhatsApp. Ele foi abordado em um bar, resistiu e ameaçou os policiais. O diretor de uma escola relatou que uma professora também teria sido importunada. O caso foi registrado como importunação sexual, desacato e resistência.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de importunação sexual. Conforme o boletim de ocorrência, a vítima foi até a casa do suspeito para fazer uma entrega, mas ele não estava no local. Após contato telefônico, foi informada de que Walter estava nas proximidades e foi ao encontro dele para receber a encomenda.
Após a entrega, enquanto a mulher estava de costas e abaixada para manusear o afogador da motocicleta, Walter teria passado a mão nas nádegas dela, deslizando-a pela perna.
A vítima gritou, questionando se o homem estava “louco”, e foi até uma esquina para pedir ajuda. Depois do ocorrido, segundo o relato, Walter passou a fazer ligações e enviar mensagens pelo WhatsApp, continuando a importuná-la.
Os policiais tiveram acesso a áudios enviados pelo suspeito. Em parte das gravações, ele convidava a mulher para tomar cerveja em um bar localizado em frente a uma escola. Em outro áudio, teria chamado a vítima de “gostosa do carai”. Em seguida, em tom de deboche, teria dito que ninguém iria “comê-la” no bar.
A vítima aguardou a equipe na Rua Paiaguás e repassou as características do suspeito, informando que ele estava em um bar na esquina.
Os policiais foram até o local e abordaram Walter. Conforme o registro, ele se alterou e passou a desobedecer às ordens da equipe, sendo necessário o emprego de força moderada para contê-lo e algemá-lo.
Depois que o suspeito foi colocado no compartimento de presos da viatura, o diretor da escola compareceu ao local e informou que, naquele momento, o mesmo homem também teria importunado uma professora da instituição durante o horário de saída. Não foram repassadas outras informações sobre esse caso.
Durante o deslocamento até a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Walter teria ameaçado e intimidado os policiais, dizendo que eles iriam “ver com quem estão mexendo”. Segundo o boletim, as algemas foram mantidas para resguardar a integridade física da equipe e do próprio conduzido.
Na Deam, a vítima informou que, no momento do ocorrido, havia uma mulher de aproximadamente 50 anos varrendo folhas na calçada. Segundo ela, a mulher teria presenciado o assédio e saído em sua defesa, chamando a atenção de Walter para que não mexesse com a vítima.
A mulher foi ouvida em declarações e afirmou que deseja representar criminalmente contra o suspeito. O caso foi registrado como importunação sexual, desacato e resistência.













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