Em novembro, MPMS já havia identificado desvio de R$ 5,4 milhões na "Máfia do Pix".
O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) faz operação em Sidrolândia, a 71 km de Campo Grande, nesta quarta-feira (dia 7). A ação é relacionada ao hospital da cidade.
O Gecoc cumpriu ao menos cinco mandados de busca e apreensão em Sidrolândia, em investigação ligada ao Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa. Um dos alvos seria a casa do presidente da instituição. A ação ocorre após a operação Dirty Pix, que apura o desvio de R$ 5,4 milhões destinados à compra de equipamentos hospitalares e o pagamento de propinas a vereadores por meio de transferências via Pix.
De acordo com o Região News, equipes espalhadas pela cidade cumprem, ao menos, cinco mandados de busca e apreensão. Ainda segundo o site, os alvos são pessoas ligadas ao Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa.
Em 18 de novembro de 2025, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) já tinha deflagrado a "Dirty Pix", operação que identificou o desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos destinados ao hospital.
O valor foi repassado pelo Estado ao município de Sidrolândia para a compra de um aparelho de ressonância magnética e uma autoclave hospitalar. Segundo apurado, parte desse valor foi desviado pela administração do hospital, em conluio com a empresa fornecedora, a qual também pagou vantagens indevidas a vereadores de Sidrolândia.
O episódio ficou conhecido como a "Máfia do Pix". O dinheiro saía de empresa participante de esquema de desvio de recursos hospitalares diretamente para a conta do destinatário corrupto ou por meio das contas bancárias de terceiros, sempre via Pix.
Em 2022, vereadores da oposição receberam até R$ 100 mil em propina de uma só vez, segundo a investigação do Gecoc. Nesta quarta-feira, a reportagem ligou para o hospital, mas não conseguiu contato com o presidente.













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