Mudança no tempo ocorre com a chegada de ar frio e pode afetar as lavouras.
Uma frente fria avança pelo Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (06.08) e deve provocar chuva forte, rajadas de vento e tempestades em diferentes regiões do estado. Os alertas do AgroTempo indicam volumes de até 65 milímetros, com maior risco no centro-norte, na Campanha e na Fronteira Oeste. A mudança no tempo ocorre com a chegada de ar frio e pode afetar lavouras, estradas rurais e atividades da pecuária.
A chuva deve ganhar força com o encontro do ar quente e úmido que ainda está sobre o estado com uma massa de ar frio. Esse cenário favorece a formação de nuvens carregadas e aumenta o risco de temporais.
Em Charqueadas, Triunfo e São Jerônimo, a previsão é de chuva moderada, com pontos que podem chegar a 51 milímetros. O risco de tempestade é moderado, e as rajadas de vento podem alcançar cerca de 42 quilômetros por hora. Na região de Bagé, os volumes podem passar de 25,6 milímetros, com pontos de até 57 milímetros. O risco de tempestade também é moderado. Para São Gabriel e Caçapava do Sul, o alerta indica chuva acima de 21 milímetros e acumulados pontuais de até 64 milímetros. Nessa região, o risco de tempestade é alto.
Passo Fundo também está sob risco alto. A previsão geral indica menos de 24,2 milímetros, mas alguns locais podem registrar até 65 milímetros. Em Carazinho, a chuva pode passar de 24,8 milímetros, com pontos de até 65 milímetros e risco alto de tempestade. As rajadas podem chegar a 53,6 quilômetros por hora. A previsão para a cidade é de 19,5 milímetros, volume 13 vezes maior que a média histórica informada para agosto.
Palmeira das Missões pode ter mais de 23,9 milímetros, com pontos de até 60 milímetros. O risco de tempestade é moderado. Para a cidade, a previsão indica 14,3 milímetros e rajadas próximas de 49,7 quilômetros por hora. Em Charqueadas, a previsão é de 14,2 milímetros. Tanto no município quanto em Palmeira das Missões, o volume esperado está bem acima do normal para esta época do ano.
Impacto no campo
No campo, o excesso de chuva pode deixar o solo encharcado, dificultar a entrada de máquinas e atrasar a colheita. Áreas mais baixas são as mais sujeitas ao acúmulo de água. Lavouras de trigo, canola e milho podem ser prejudicadas pela umidade excessiva. A chuva aumenta o risco de doenças nas plantas, perda de qualidade dos grãos e queda das plantas com a força do vento.
Na pecuária leiteira, estradas e acessos com muita lama podem dificultar o recolhimento do leite. O solo molhado também pode favorecer problemas de saúde nos animais.









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