Os envolvidos são empresários e servidores públicos, inclusive do alto escalão, sem qualquer relação com a atual administração.

Fraudes em licitação de poda de árvores moveu Operação "Tromper" em Sidrolândia
GAECO em "visita" a Sidrolândia. / Foto: Divulgação

No dia 18 de maio, a Prefeitura de Sidrolândia, foi alvo de uma operação conjunta do Ministério Público Estadual (MPE), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção.

A operação, chamada de "Tromper", teve como foco desmantelar um esquema de fraudes em licitações. Uma das responsáveis pela operação, foi uma licitação descarada, para serviços de poda de árvores na gestão passada.

Os envolvidos são empresários e servidores públicos, inclusive do alto escalão, sem qualquer relação com a atual administração. As fraudes teriam ocorrido em 2017.

As investigações revelaram que a empresa Lava Jato, especializada em serviços de lava a jato de veículos, ganhou uma licitação para realizar a poda de árvores em Sidrolândia, mesmo não possuindo a estrutura necessária para executar esse tipo de trabalho. Essa contratação, apontada como uma fachada, visava beneficiar outra empresa envolvida no esquema, que participava do conluio para obter contratos municipais.

Durante a análise dos processos licitatórios, foram identificadas diversas irregularidades, como a ausência de representantes das licitantes na ata de sessão da licitação, levantando suspeitas sobre a transparência do processo. Além disso, verificou-se que o suposto lava a jato nunca teve pessoas em seu quadro de trabalho, levantando ainda mais indícios de irregularidades no processo licitatório.

Em resposta a essas descobertas, a Justiça de Sidrolândia autorizou a realização de 16 mandados de busca e apreensão na cidade. Nove pessoas físicas e quatro CNPJs foram alvos dessas medidas, visando reunir provas e documentos que possam corroborar as denúncias e fortalecer as investigações conduzidas pelo MPE e pelo GAECO.

Fraudes

Conforme a investigação, ao analisar os processos licitatórios, foi observado, por exemplo, que a Carta Convite ''12/2018'', trouxe que um lava a jato disputou uma licitação para podar árvores na cidade. Ou seja, a empresa sequer tinha estrutura para fazer tal empreitada.

Ainda sobre a contratação da empresa Odinei Rombeiro de Oliveira -ME (lava a jato), foi observado que a participação era apenas de fachada, para fazer com que outra empresa, que participava do conluio, ganhasse o contrato municipal.

Após análise mais aprofundada, o MPE descobriu que o tal lava a jato nunca teve pessoas em seu quadro de trabalho. A ausência de representantes das licitantes na ata de sessão da licitação também chamou a atenção dos investigadores, DESENCADEANDO assim a operação.

Consequências e espaço para a defesa:

As informações divulgadas até o momento são provenientes do Ministério Público Estadual. É importante ressaltar que o espaço está aberto aos citados para apresentarem suas versões dos fatos e exercerem seu direito de defesa.

Diante das evidências de fraudes em licitações no setor de poda de árvores, espera-se que as autoridades competentes aprofundem as investigações, identifiquem os responsáveis pelas irregularidades e tomem as medidas legais cabíveis para punir os envolvidos.

Além disso, é fundamental que sejam adotadas ações para fortalecer a transparência e a fiscalização dos processos licitatórios, visando evitar a ocorrência de novas fraudes e garantir a correta aplicação dos recursos públicos em Sidrolândia.