Criminosos arrombaram parede do estabelecimento e levaram todo o estoque; Polícia Civil investiga possível atuação de quadrilha.
A família proprietária de uma joalheria em Ponta Porã, município que faz fronteira com Pedro Juan Caballero (Paraguai), a 315 quilômetros de Campo Grande, relatou o impacto emocional e financeiro do furto que resultou no prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão em joias. O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (9) e abalou profundamente as cinco mulheres que administram o negócio, com 35 anos de história na cidade fronteiriça.
O desabafo foi publicado nas redes sociais da joalheria, que soma quase 30 mil seguidores. Em um vídeo que já ultrapassa 70 mil visualizações, uma das proprietárias contou que a família passou o dia tentando compreender como todo o estoque foi levado. “Essa não é apenas uma história sobre um furto, é sobre o dia em que tentaram levar 35 anos da nossa vida. Entraram na nossa loja e levaram cada joia, cada peça, cada conquista de uma vida inteira”, afirmou, emocionada.
Segundo o relato, a joalheria foi fundada pela mãe da empresária, que começou o negócio vendendo apenas seis peças de porta em porta. “Peça por peça, cliente por cliente, sonho por sonho”, relembrou. O estoque furtado representava não apenas mercadoria, mas o sustento e o futuro de cinco famílias. “Aquilo não era só um estoque, era um legado”, disse.
Apesar do prejuízo, a família afirmou que não irá desistir. Em mensagem às clientes, as proprietárias agradeceram o apoio recebido e reforçaram a decisão de recomeçar. “Quem constrói um legado em 35 anos não desiste em uma madrugada. Vamos levantar mais fortes, mais unidos e com ainda mais propósito”, declarou a empresária.
Polícia investiga ação criminosa
A Polícia Civil foi acionada e esteve no local, na Avenida Brasil, na manhã de segunda-feira (9). Conforme apurado, os criminosos abriram um buraco na parede dupla do estabelecimento para ter acesso ao interior da loja e levaram todas as joias. O prejuízo inicial é estimado em cerca de R$ 1 milhão, podendo ser maior após a conclusão do levantamento do estoque.
As imagens das câmeras de segurança estão sendo analisadas. A investigação apura a possível participação de uma quadrilha. “O crime com certeza não foi realizado por uma só pessoa. As imagens estão sendo analisadas”, afirmou o delegado Ítalo Amaury Teixeira da Silva, em entrevista ao Ponta Porã News.
O caso segue sob investigação, e a polícia trabalha para identificar os autores e recuperar os bens furtados.











Olá, deixe seu comentário!Logar-se!