Grupo criminoso teria expandido presença a partir da fronteira norte e buscado alianças com organizações brasileiras
A facção venezuelana Tren de Aragua, apontada como a maior organização criminosa da Venezuela, já tem integrantes atuando em ao menos seis estados brasileiros, com maior concentração em Roraima, por ser a principal porta de entrada terrestre na fronteira com o país vizinho.
A expansão do grupo voltou ao centro do noticiário depois que o presidente dos Estados Unidos citou a facção ao justificar a operação que resultou no sequestro do líder venezuelano e de sua esposa no último sábado (3/1). O casal foi levado para os Estados Unidos e está detido no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, em Nova York.
Acusações nos EUA
Um grande júri federal norte-americano indiciou o líder venezuelano por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos, podendo chegar à prisão perpétua.
As autoridades americanas afirmam que ele teria comandado por mais de duas décadas uma estrutura criminosa instalada no alto escalão estatal, usando instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e até canais diplomáticos para facilitar o envio de grandes quantidades de cocaína aos Estados Unidos.
Presença no Brasil e alianças
No Brasil, a investigação aponta que o Tren de Aragua mantém membros com atuação em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de Roraima.
Em São Paulo e no Rio, os criminosos venezuelanos teriam buscado alianças com duas das principais facções brasileiras, como forma de ampliar influência no tráfico e em outras atividades ilegais.
A Polícia Civil de Roraima trata o avanço do grupo como um fenômeno ligado à circulação de pessoas na fronteira e ao fortalecimento de redes criminosas transnacionais, com ramificações que já alcançam regiões distantes do extremo norte do país.











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