Ação teria ocorrido em Caracas e outros estados; governo venezuelano fala em violação da soberania

EUA realizam ataque à Venezuela e Trump anuncia captura de Maduro
Comunicado emitido por Trump após ataque a Venezuela / Foto: (Foto: Reprodução Instagram)

Os Estados Unidos realizaram um ataque de larga escala à Venezuela na madrdugada deste sábado (3). Segundo o presidente americano, Donald Trump, Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país.

De acordo com as informações divulgadas, as ações ocorreram na capital, Caracas, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, com ofensivas aéreas e terrestres. A captura do presidente venezuelano e de sua esposa foi anunciada por Trump em manifestação nas redes sociais da Casa Branca.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa. Esta operação foi realizada em conjunto com as forças de segurança americanas', disse o presidente norte-americano.

O ataque americano ocorre em meio a acusações feitas por Trump contra Maduro. O presidente dos Estados Unidos afirma que o líder venezuelano comanda uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. Em diversas ocasiões, no entanto, Maduro negou envolvimento com o tráfico e solicitou apoio de organismos internacionais.

Também pelas redes sociais, a República Bolivariana da Venezuela divulgou um comunicado repudiando a ação dos Estados Unidos. “Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. A agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas', afirma o texto.

O governo venezuelano também sustenta que o objetivo dos EUA seria se apoderar de recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais. “Não conseguirão', enfatiza um trecho da nota.

“Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu Governo legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir seu destino. A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma ‘mudança de regime’, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todos os intentos anteriores', conclui o comunicado.