Estudantes vão para delegacia após tomarem vodca com refrigerante
Estudantes teriam quebrado vidro da porta. / Foto: Priscilla dos Santos/ G1 MS

Três adolescentes de 12,13 e 14 anos foram parar na delegacia na manhã desta segunda-feira (22) depois se envolver em uma confusão próximo à escola onde estudam, no bairro Monte Castelo, em Campo Grande.

Ao G1, o delegado Alexandre Amaral Evangelista informou que as meninas chegaram na 2ª Delegacia de Polícia Civil em visível estado de embriaguez. "Ingeriram bebida alcoólica com refrigerante", explicou Evangelista. A polícia investiga em qual estabelecimento comercial elas teriam comprado os produtos.

A confusão foi por volta das 8h30 (de MS). Conforme o registro policial, as adolescentes se encontraram para ir a escola, mas perderam o ônibus e resolveram parar em um comércio para comprar um refrigerante.

A menina de 14 anos explicou para a polícia que ficou na esquina esperando as amigas e disse que elas já voltaram com uma garrafa de bebida alcoólica. A garota nega que tenha bebido e diz que as amigas beberam enquanto iam para a escola.

Segundo a polícia, no caminho, na rua Corumbá, a adolescente de 13 anos atirou uma pedra contra um homem que trabalhava em uma obra. Em seguida, a mesma garota quebrou o vidro da porta de uma casa.

As outras duas meninas tentaram conter a amiga, momento em que as três caíram no chão. Moradores que passavam no local viram a situação e acharam que era uma briga, por isso chamaram a polícia.

Os policiais foram até o local e relataram que foram agredidos pelas garotas com arranhões e chutes. Segundo o delegado, foi preciso algemá-las, pois, estavam muito alteradas. O Corpo de Bombeiros esteve na delegacia para prestar socorro a menina de 13 anos, que passava mal devido a quantidade de álcool.

As duas meninas mais novas foram encaminhadas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a mais velha ficou na delegacia, acompanhada da mãe. As garrafas de bebida não foram localizadas ou apreendidas pela polícia.

Conforme o delegado, as três serão encaminhadas para a Delegacia de Atendimento à Infância e à Juventude (Deaij), onde os pais prestarão depoimento junto com o diretor e coordenador da escola onde as meninas estudam.