A colisão de um comboio de barcaças com a estrutura de proteção da ponte sobre o rio Paraguai, em Corumbá, ocorrido na tarde da segunda-feira, 31 de agosto, preocupa as autoridades.
De acordo com o boletim inicial, divulgado ainda na noite de ontem, a batida também teria impactado nos pilares da ponte. Uma equipe técnica está sendo mobilizada, nesta terça-feira, 1º de setembro, para avaliar os reflexos e consequências do aciente na estrutura. Por enquanto, o sistema pare e siga continua mantido, como já vinha sendo adotado devido as obras estruturais, coordenadas pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul).
De acordo com nota técnica emitida pela Capitania Fluvial do Pantanal, a embarcação envolvida foi identificada e um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) foi instaurado com o propósito de apurar as
circunstâncias do ocorrido, suas possíveis causas e eventuais responsáveis, seguindo os procedimentos previstos nas Normas da Autoridade Marítima.
Um engenheiro que atua nas obras estruturais da ponte registrou um boletim de ocorrência sobre o fato na 1º Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, e o caso também segue sendo investigado pela polícia. De acordo com informações, a Civil apura possível prática de atentado contra a segurança do transporte fluvial, previsto no artigo 261, do Código Penal e dano qualificado contra o patrimônio público. Crimes previstos no artigo 163, parágrafo único, inciso III.
A polícia investiga se houve falha consciente na conduta do transporte, que inicialmente aponta para um possível descumprimento dos limites de carga no trecho. Além disso, a polícia também busca entender se o condutor do comboio tinha conhecimento dos riscos da condução e mesmo assim decidu seguir.
O comboio de barcaças estavam a serviço da Lhg Mining. Em nota à imprensa, o grupo afirmou que "as causas da ocorrência estão em investigação, e a Lhg está empenhada na apuração dos fatos".
Os danos na da ponte preocupam principalmente porque obras estruturantes estão sendo realizadas em etapas desde abril deste ano. Ao longo do mês de agosto, o tráfego no local foi interrompido por três finais de semenas seguidos para equipes de engenharia realizarem os serviços considerados complexos e que ainda não foram finalizados.













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