Vendedor não recebe e comprador transfere dinheiro a desconhecidos
Uma negociação de compra e venda de um VW Gol terminou em prejuízo para as partes envolvidas após um golpe aplicado a partir de um anúncio publicado no Facebook, em Sidrolândia. O caso começou quando o interessado viu a oferta do veículo com placa de Sidrolândia e valor anunciado de R$ 18 mil. A partir daí, ele passou a conversar com um homem que se apresentou como policial aposentado e afirmou que o carro estaria com um irmão, também morador da cidade.
Durante a negociação, o suposto intermediador informou onde o veículo poderia ser visto. O comprador foi até o local, analisou o carro e conversou com o proprietário. Naquele momento, porém, o valor do negócio não foi tratado diretamente entre os dois, o que fazia parte da estratégia montada pelo golpista para evitar que a farsa fosse descoberta antes da conclusão da venda.
Depois da visita e acreditando que tudo estava acertado, comprador e proprietário seguiram para o cartório para formalizar a transferência do automóvel. Convencido de que estava fechando o negócio pelo valor combinado com o intermediador, o comprador realizou os pagamentos em etapas. Foram feitos dois Pix de R$ 5 milcada para uma conta em nome de uma terceira pessoa, além de uma TED de R$ 8 mil para outra destinatária. No total, ele desembolsou R$ 18 mil.
O problema só foi percebido depois que os valores enviados não apareceram na conta do proprietário do carro. Foi nesse momento que ficou claro que o dinheiro havia sido direcionado a terceiros e que o verdadeiro vendedor não tinha recebido qualquer quantia pela negociação.
A outra parte envolvida relatou que havia anunciado o mesmo veículo pelo valor de R$ 33 mil, também pela internet. Segundo o relato, ele recebeu ligação de um suposto interessado, que afirmou ter uma pendência financeira com o comprador e pediu que o valor da venda não fosse comentado durante o encontro. Assim, o criminoso conseguiu manter duas versões diferentes da negociação ao mesmo tempo: para o comprador, dizia que o carro custava R$ 18 mil; para o proprietário, sustentava que resolveria tudo sem expor detalhes do acerto.
O comprador foi até o local, gostou do veículo e a transferência foi realizada em cartório. Enquanto isso, o golpista dizia ao vendedor que o pagamento já havia sido feito. Somente após a checagem na conta bancária é que o dono do carro percebeu que havia sido enganado e que o automóvel já havia sido transferido sem que o dinheiro entrasse em sua conta.
O caso expõe novamente o chamado golpe do falso intermediário, prática criminosa cada vez mais comum em negociações de veículos anunciados pela internet. Nesse tipo de ação, o estelionatário se coloca entre vendedor e comprador, altera informações, esconde o valor real do bem e induz as partes a não falarem sobre preço ou pagamento. Quando o negócio é concluído, o dinheiro vai para contas de terceiros e o prejuízo recai sobre quem acreditava estar fazendo uma transação legítima.













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