Drogas eram fretadas em caminhão de frigorífico, diz delegado
Delegados da Polícia Federal deram detalhes do crime durante coletiva de imprensa em Dourados / Foto: Cido Costa

Drogas da organização criminosa que atuava no tráfico internacional e que foi presa na manhã desta quinta-feira (29) em Dourados e Ponta Porã eram transportadas para outros estados em carga de caminhão de frigorífico. A informação é da Polícia Federal.

Durante as investigações, que tiveram inicio em 2015, foram presas oito pessoas em flagrante e apreendidas uma tonelada de maconha, 686 quilos de cocaína além de vários veículos e munições diversas.

Os criminosos iniciaram os crimes em 2012 com tráfico de armas e contrabando de medicamentos, quando em 2015 passaram a atuar no tráfico internacional de drogas.

Durante a primeira fase, 14 pessoas foram presas, sendo oito pessoas em Dourados, onde quatro delas já estavam cumprindo pena na Penitenciária Estadual de Dourados, a PED. Durante a operação de hoje empresários do ramo transporte e manutenção de veículos estariam ligados ao crime foram presos.

Os empresários presos eram responsáveis em preparar os veículos para o transporte e pela contratação de motoristas. Eles atuavam em Ponta Porã, Dourados e Jacareí, no interior paulista.

Para o delegado titular da Polícia Federal em Dourados, Nivaldo Lopes, a operação teve muito êxito. Ele destaca as prisões dos "cabeças" do grupo criminoso.

"É fundamental, pois assim conseguimos desmobilizar toda quadrilha, pois quando são presos somente os intermediários, há possibilidades dos criminosos continuarem em atuação", disse Nivaldo.

Segundo o titular, o líder do grupo atuava paralelamente com o transporte da carga, onde em Ponta Porã era feito o contato com os fornecedores e arregimentava os motoristas e preparava os caminhões para a distribuição. Os nomes dos presos não foi divulgado pela PF.

Até o momento não se sabe o valor em dinheiro que tenha sido movimentado pelos criminosos, porém somente em uma residência em Jacareí, foram apreendidos mais de R$ 60 mil em espécie.

O delegado ainda ressaltou que Dourados tem sido alvo dos criminosos para servir de base no crime organizado de tráfico de drogas. Os bandidos, a fim de se livrar da pressão nas Fronteiras, partem para as cidades próximas e disfarçam os atos ilícitos atuando em áreas de serviço lícito.

Segundo o delegado regional de combate ao crime organizado, Cléo Mazotti, a quadrilha era especializada em transportar maconha e cocaína. Os passos do crime eram iniciados na Fronteira, onde a droga era adquirida, trazida para Dourados, sendo escondida em fundos falsos de caminhões frigoríficos. Esses veículos eram fretados com carga lícita e então era distribuída para outros estados.

O nome da operação, Subzero, é em alusão ao método utilizado pela quadrilha para transportar a droga, onde o entorpecente era escondido em câmaras frias de caminhões baús.