Cidade já registrou oito mortes pela doença e tem outros quatro óbitos em investigação

Dourados tem mais 122 casos confirmados de chikungunya e concentra 60% das mortes no Estado

O município de Dourados registrou 122 novos casos confirmados de chikungunya, conforme boletim epidemiológico desta quarta-feira (29). A curva de positividade para a doença se mantém alta, com nível entre 57% a 69% nos últimos 15 dias. Ao todo, a cidade registra 2.676 casos, além de outros 2.519 que seguem em observação.

 

Na última terça-feira (28), outra morte passou a ser investigada por suspeita da arbovirose, totalizando quatro. A vítima mais recente é um homem indígena, de 29 anos, que morava na Aldeia Bororó. Ao todo, oito óbitos foram confirmados pela doença.

Apesar disso, os dados indicam uma diminuição de 81% nas aldeias, em comparação feita entre a 12ª e 16ª semanas epidemiológicas. Por outro lado, na zona urbana, os casos aumentaram cerca de 61% no mesmo período.


 

Dourados concentra 60% das mortes de MS
A cidade registrou oito das 13 mortes por Chikungunya em Mato Grosso do Sul neste ano. Dessas, sete eram indígenas, sendo dois bebês (de 1 e 3 meses), um adulto (55 anos) e quatro idosos (60, 69, 73 e 77 anos). A morte fora do território indígena foi de um homem de 63 anos, com comorbidades, em 13 de abril.

Dos quatro óbitos em investigação em Dourados, metade são de indígenas – uma criança de 12 anos e um idoso de 84 – e metade de não indígenas – dois homens, de 50 e 29 anos, sem comorbidades relatadas.

O boletim ainda aponta que mais três pessoas foram internadas, totalizando 36 nesta quarta-feira.

Aplicação das vacinas
A campanha de vacinação começou no município na última segunda-feira (27). Nas aldeias indígenas Bororó e Jaguapiru, cerca de 100 pessoas receberam a dose, enquanto em toda Dourados são 350 vacinados até o momento.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, o objetivo é vacinar, no mínimo, 27% da população, equivalente a cerca de 43 mil pessoas.

O que é a chikungunya
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. (Foto: Arquivo Midiamax)
A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.

Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.

Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte.

Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

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