Homens de 30 e 22 anos eram investigados por assassinatos recentes em Costa Rica; armas, munições e objetos que poderiam estar ligados a uma nova execução foram apreendidos.
Dois homens investigados por envolvimento em homicídios recentes em Costa Rica morreram após um confronto com policiais militares na tarde deste domingo (24), na MS-223, entre Figueirão e Alcinópolis. Segundo a Polícia Militar, Carlos, de 30 anos, e Maxwel, de 22, estavam sendo monitorados em uma operação conjunta com a Polícia Civil e eram apontados nas investigações como suspeitos de atuar para uma organização criminosa.
A operação teve início após dois homicídios registrados em Costa Rica nos dias 1º e 10 de agosto. A partir das investigações, as forças de segurança passaram a acompanhar os suspeitos, além de levantar informações sobre veículos utilizados por eles e possíveis locais onde armas relacionadas aos crimes poderiam estar escondidas.
Na tarde de domingo, os policiais localizaram os dois homens seguindo pela MS-223, no sentido Alcinópolis. Um deles estava em um Fiat Uno e o outro em uma motocicleta.
Durante a abordagem ao automóvel, de acordo com a versão apresentada pela PM, o motorista não obedeceu à ordem de parada. Após deixar o veículo, ele teria sacado uma arma e disparado contra os policiais. Houve reação e o suspeito foi atingido.
Na mesma operação, o homem que estava na motocicleta também teria desobedecido à ordem de parada. Quando foi alcançado pelos policiais, segundo a PM, ele sacou um revólver e efetuou disparos contra um integrante da equipe. O policial reagiu e o suspeito também foi baleado.
Equipes de atendimento médico foram acionadas, mas os dois homens morreram no local. Os óbitos foram constatados pelas equipes de saúde que atenderam a ocorrência.
Armas e munições foram apreendidas
Durante os trabalhos periciais, foram recolhidos uma pistola calibre .40 carregada com 11 munições e um revólver calibre .38, que tinha munições intactas e deflagradas.
No Fiat Uno também foram encontradas outras 25 munições dos calibres .38 e .40, além de roupas e objetos que, conforme as informações da investigação, poderiam estar relacionados à preparação de um novo crime.
A pistola calibre .40 chamou a atenção dos investigadores porque existe a suspeita de que o armamento tenha sido utilizado nos dois homicídios registrados em Costa Rica no início de agosto. A hipótese ainda depende de confirmação por meio de exame de balística.
As armas utilizadas pelos policiais durante o confronto também foram recolhidas pela perícia, procedimento previsto para ocorrências dessa natureza.
Investigação continua
A área onde ocorreu o confronto foi isolada e permaneceu preservada até a chegada da Perícia Criminal e da Polícia Civil. Os trabalhos deverão ajudar a esclarecer a dinâmica dos disparos e verificar a possível ligação entre as armas apreendidas e os homicídios investigados.
Segundo a PM, Carlos, de 30 anos, possuía registros policiais por crimes como ameaça, violência psicológica contra a mulher, estelionato, associação criminosa, tráfico de drogas e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Ele também era apontado nas investigações como possível executor de homicídios recentes na região de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
Maxwel, de 22 anos, também tinha registros relacionados a possível envolvimento com organização criminosa.
A Polícia Militar informou que a operação contou com apoio das equipes de Figueirão, Batalhão Rural, Força Tática de Coxim e do comando da 4ª CIPM.
A investigação sobre os homicídios continua sob responsabilidade da Polícia Civil. A perícia balística será fundamental para verificar se a pistola apreendida realmente foi utilizada nos crimes ocorridos em Costa Rica.













Olá, deixe seu comentário!Logar-se!