O júri estava marcado para ocorrer hoje de manhã

Doente, líder de grupo de extermínio tem julgamento adiado

Doente e sem poder manifestar o desejo de participar ou não do próprio julgamento, o assassino em série Luiz Alves Martins Filho - o Nando -, teve o terceiro julgamento adiado para fevereiro de 2019. A data, de acordo com a Justiça Estadual, ainda não foi definida. 

O júri estava marcado para ocorrer hoje de manhã na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. Nando, que é acusado e 13 homicídios e já foi condeado por dois deles, responde desta vez por crime cometido no dia 29 de agosto de 2016. Na ocasião, acompanhado de dois comparsas, ele matou Ana Cláudia estrangulada com uma corda, em uma chácara no Jardim Veraneio. Após a morte, o corpo foi enterrado no local.

Conforme apurado pela reportagem, Nando estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Moreninhas III, mas na noite de ontem (27) foi encaminhado para o Hospital Universitário (HU). No Fórum da Capital a informação é de que o juiz que conduziria o julgamento queria que Nando expressasse a vontade de estar presente, porém, devido a seu estado de saúde ele não conseguiu se comunicar para dizer se queria ou não participar do júri.

Ainda conforme apurado pela reportagem, o defensor público do caso e u oficial de justiça estiveram na unidade de saúde para tentar ouvir o réu. A previsão era de que a audiência continuasse ainda nesta quarta-feira pra que um dos comparsa de Nando, identificado como Jean fosse ouvido.

CONDENAÇÕES

No dia 29 de junho deste ano, Nando, foi condenado a 18 anos e 3 meses de prisão pelo juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos. O júri aceitou por unanimidade o pedido do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), pela morte de “Café” ou “Neguinho”, que até hoje não foi identificado.

O juiz proferiu sentença que condenou Nando a 18 anos de reclusão por homicídio, pena que foi reduzida em um ano pela confissão do crime. Além do homicídio, o réu foi condenado a 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver, e também pela confissão, teve a pena reduzida em 3 meses.

Na sexta-feira (23), ele foi novamente condenado a 18 anos e quatro meses de prisão em outro processo. A maioria do júri acatou o pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), pela morte de Lessandro Valdonado de Souza, que na época do crime tinha 13 anos.