Ex-titular da Dise de Sorocaba (SP), Simona Ricci, alegou motivos pessoais para deixar o cargo, conforme publicação do Diário Oficial desta 3ª. Processo corre em segredo de justiça.
A ex-titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Sorocaba, delegada Simona Ricci Rodrigues de Scarpa Anzuino, pediu exoneração da Polícia Civil. O desligamento foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (27), mas ela já não exerce o cargo desde o dia 19 de junho.
Em agosto do ano passado, Simona foi condenada em 1ª instância a nove anos e seis meses de prisão em regime fechado pelos crimes de concussão (extorsão praticada por funcionário público) e falsidade ideológica, e recorreu da decisão. O processo corre em segredo de Justiça.
Conforme a publicação oficial, Simona alegou motivos pessoais para deixar o cargo de Delegado de Polícia de 2ª Classe, Padrão II.
Processo
Simona, que na época da condenação era delegada de Mairinque(SP), é acusada de ter cobrado propina para evitar uma prisão por tráfico de drogas em 2007, quando trabalhava na Dise de Sorocaba.
Além da delegada, os investigadores da Polícia Civil Ricardo Shulze e João Paulo Heitaro Abe também foram condenados a sete anos e 11 meses de detenção pelos mesmos crimes. De acordo com o documento, a condenação da Justiça decretou ainda a perda dos cargos públicos da delegada e dos investigadores.
Propina
Segundo investigações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, os três são acusados de terem exigido o pagamento de propina para evitar a prisão em flagrante de traficantes em março de 2007.
Com base em interceptações telefônicas, o Gaeco constatou a exigência, por parte de policiais da Dise, de R$ 85 mil e um automóvel de luxo para liberar dois suspeitos. Ainda de acordo com a denúncia, no boletim de ocorrência do flagrante não há o registro das duas pessoas envolvidas, que chegaram a ser detidas e levadas para a delegacia.
Na denúncia do Gaeco também foram indiciados Giuliano Roberto Marcon, Ramon Bachiega Angelini, mas eles foram absolvidos pela Justiça por falta de provas. O investigador Rodrigo Gomes Matielli chegou a ser citado na denúnica do Gaeco, mas foi absolvido durante o processo por não ter participado do crime. Simona, Shulze e Abe foram absolvidos das acusações de formação de quadrilha e uso de ameaças durante a extorsão.
Em nota, a Corregedoria da Polícia Civil informou que relatou no dia 11 de fevereiro do ano passado o processo administrativo instaurado com proposta de demissão para os três acusados. O expediente voltou à Corregedoria com pedido de realização de diligência, o que está sendo cumprido. “O afastamento deles das atividades ocorrerá logo que houver a comunicação formal da decisão judicial à Polícia Civil.”













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