O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou as restrições impostas pelo ex-relator do caso Master, Dias Toffoli, e determinou a retomada das perícias e depoimentos no processo.
A decisão representa um movimento para conter a influência do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre as investigações.
No despacho desta quinta-feira (19), ao restabelecer o “fluxo ordinário” das apurações pela equipe responsável, o novo relator introduz um ponto central que afeta diretamente o acesso da cúpula da corporação às informações.
Mendonça determinou que “apenas e tão somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos” tenham acesso às informações compartilhadas no inquérito.
Na prática, a decisão reforça que os delegados devem manter o sigilo das investigações e não são obrigados a compartilhar dados com superiores hierárquicos que não estejam formalmente vinculados ao caso — o que inclui o diretor-geral da PF.
Ao enfatizar que o dever de sigilo se restringe aos investigadores formalmente designados, Mendonça não apenas revoga limitações impostas ao trabalho técnico da PF no caso Master, mas também envia um recado institucional: o fluxo de informações em investigações sensíveis deve permanecer restrito à equipe responsável, reduzindo a margem de atuação da cúpula administrativa da corporação.












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