Ele afirmou na delegacia que uma terceira pessoa estava na casa

Vagner Aurélio, de 59 anos, preso pelo feminicídio de Érica Regina Mota, de 46 anos, a 23ª vítima em Mato Grosso do Sul, assassinada com pelo menos seis facadas, disse que cometeu o crime para se defender de ataques. Ele foi preso na rodoviária de Bataguassu, a 335 quilômetros de Campo Grande.
Para o delegado Lúcio Marinho, o autor contou que havia uma terceira pessoa na casa e foi atacado tanto por esta pessoa como por Érica, quando cometeu o crime. Conforme o delegado, Érica teria ido até a casa de Vagner para prestar serviços sexuais a ele. Quatro testemunhas foram ouvidas e confrontaram as informações dadas por Vagner.
Érica foi encontrada em uma poltrona de sua casa, com pelo menos seis perfurações de faca, por volta das 20 horas. A polícia foi acionada após uma vizinha ter jogado em seu quintal uma faca suja de sangue. Quando os militares chegaram à residência, encontraram sinais de luta e muito sangue.
Foi comer salgado após matar Érica
Vagner foi encontrado pelos policiais na rodoviária de Bataguassu, comendo um salgado e ingerindo bebida alcoólica. Ele apresentava manchas de sangue em suas roupas, bem como lesões corporais aparentes. Foi, então, dada voz de prisão em flagrante pela prática do crime de feminicídio.
Vagner foi levado para a delegacia, sendo que para os policiais disse que já tinha assassinado outras duas mulheres em situações parecidas. Uma vizinha contou parecer que Érica estava em cárcere impedida da sair de casa
Levava prostitutas para casa
Conforme informações de testemunhas, há aproximadamente dois dias, foram ouvidas discussões intensas vindas da residência, inclusive gritos e gemidos, e que a vítima aparentava estar em situação de cárcere privado, impedida de sair do local.
A testemunha ainda afirmou que era de conhecimento comum entre os vizinhos que Vagner Aurélio frequentemente levava prostitutas à sua casa e usava entorpecentes.
No dia do crime, na parte da tarde estiveram no local duas profissionais do sexo, e supostamente a cafetina. Os agentes foram até um bar onde as mulheres estavam e elas confirmaram ter estado na residência de Vagner no mesmo dia.
Relataram que haviam recebido uma ligação de Érica, solicitando ajuda, informando que havia sido agredida e que estava impedida de sair. No entanto, quando chegaram ao local, Érica afirmou que aguardava a chegada da polícia, sem dar maiores detalhes.
Confira a lista de mulheres assassinadas em Mato Grosso do Sul:
Karina Corim (Caarapó) – 4 de fevereiro
Vanessa Ricarte (Campo Grande) – 12 de fevereiro
Juliana Domingues (Dourados) – 18 de fevereiro
Mirielle dos Santos (Água Clara) – 22 de fevereiro
Emiliana Mendes (Juti) – 24 de fevereiro
Gisele Cristina Oliskowiski (Campo Grande) – 1º de março
Alessandra da Silva Arruda (Nioaque) – 29 de março
Ivone Barbosa (Sidrolândia) – 17 abril
Thácia Paula (Cassilândia) – 11 de maio
Simone da Silva (Itaquiraí) – 14 de maio
Olizandra Vera Cano (Coronel Sapucaí) – 23 de maio
Graciane de Sousa Silva (Angélica) – 25 de maio
Vanessa Eugênio Medeiros (Campo Grande) – 28 de maio
Sophie Eugenia Borges, filha de Vanessa Eugênio Medeiros (Campo Grande) – 28 de maio
Eliana Guanes (Corumbá) – 6 de junho
Doralice da Silva (Maracaju) – 20 de junho
Rose (Costa Rica) – 27 de junho
Michely Rios Midon Orue (Glória de Dourados) – 3 de julho
Juliete Vieira – (Naviraí) – 25 de julho
Cinira de Brito (Ribas do Rio Pardo) – 31 de julho
Salvadora Pereira (Corumbá) – 02 de agosto
Letícia Ananias de Jesus (Cassilândia) – 8 de agosto
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