Uma das vítimas apanhou com taco de madeira com pregos e teve ferimentos graves.

Crianças espancadas pela mãe e padrasto são levadas para abrigo em Campo Grande
Os meninos passaram por setor psicossocial onde confirmaram ser agredidos pela mãe e o padrasto. . / Foto: Silas Lima / Ilustrativa

O Conselho Tutelar levou para o abrigo, as três crianças espancadas pela mãe e o padrasto, no Jardim Noroeste, em Campo Grande.

Os menores foram resgatados nessa segunda-feira (17), depois da mãe espancar o filho caçula, de 6 anos, com um taco de madeira com prego na ponta.

Os meninos passaram por setor psicossocial onde confirmaram ser agredidos pela mãe. Os dois mais velhos contaram a psicóloga que também apanham constantemente do padrasto, pai do irmão mais novo.

Um dos outros meninas também possui marcas de agressões antigas na região da cabeça.

O Conselho Tutelar solicitou medidas protetivas de urgência para todas as vítimas em relação à mãe e o padrasto.

O caso

A polícia foi acionada por uma testemunha, depois de presenciar a mãe agredindo o filho com pedaço de madeira. 

O taco tinha um prego na ponta e deixou ferimentos graves na cabeça, rosto e orelha da vítima.

Conforme o registro policial, o menino brincava com o filho da vizinha, de 8 anos, na rua de casa, quando a mãe chegou e iniciou as agressões.

O amigo assustado com correu em casa e pediu socorro da mãe. 

A vizinha saiu para ajudar a criança e encontrou a mulher quase sendo linchada pelos moradores pela agressão.

A Polícia Militar foi acionada, e ouviu de uma testemunha que a mulher agride a vítima e os outros dois irmãos, sem motivos. 

Questionada pela agressão, a mãe disse que o puniu porque ele caiu de uma árvore e se machucou.

Ela recebeu voz de prisão e foi encaminhada com os outros dois filhos até a Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) com o Conselho Tutelar.

Os militares notaram a gravidade dos ferimentos no rosto, orelha e cabeça da criança e levaram o menino para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida. 

A criança passou pelo pediatra e foi transferida para a Santa Casa para realizar tomografia e conferir se as perfurações não atingiram o crânio.