Professor Victor Manoel Fernandes Almada, de 57 anos, procurou a Polícia Civil após receber mensagens, áudios e ligações de um número com código internacional do Paraguai.
O coordenador da campanha do ex-prefeito de Ponta Porã e atual candidato a deputado estadual Hélio Peluffo, professor Victor Manoel Fernandes Almada, de 57 anos, registrou ocorrência na Polícia Civil após denunciar ameaças e intimidações recebidas pelo WhatsApp. O caso foi formalizado na Delegacia Regional de Polícia de Ponta Porã na segunda-feira (21).
Segundo o boletim de ocorrência, Almada passou a receber mensagens de texto, áudios e ligações insistentes de um número com código internacional do Paraguai. O usuário da linha não estava identificado nos contatos da vítima.
Conforme o relato apresentado à polícia, os contatos começaram aproximadamente na sexta-feira anterior ao registro da ocorrência. Além das ligações não atendidas, o interlocutor teria enviado mensagens relacionadas à atuação política de Almada e interpretadas por ele como ameaçadoras.
Em uma das mensagens, após uma conversa sobre personagens e propaganda política, o autor teria escrito: “vc nem sonha com quem ta falando” e, posteriormente, “hora q vc sonha vai ver só”. Em outro momento, teria afirmado: “vai ver só o que vou fazer com vc pra larga a mão de ser idiota”.
Ainda de acordo com o boletim, outras mensagens incluíam frases como “amanhã vamos ver” e “o que vai passar contigo”, acompanhadas de novas tentativas de ligação. A vítima relatou que os contatos ocorreram de forma reiterada e provocaram medo e insegurança.
Almada informou à Polícia Civil que participa de atividades políticas e atualmente auxilia a campanha eleitoral de Hélio Peluffo. Segundo o relato, as mensagens faziam referências diretas à política e traziam advertências para que ele “pegasse leve” em sua atuação. O interlocutor teria afirmado que, caso contrário, Almada sofreria “represália”.
O professor declarou não saber quem está por trás das mensagens e afirmou não ter segurança de que o responsável pertença a alguma organização criminosa. Até o momento, o único elemento identificado é que os contatos partiram, aparentemente, de uma linha telefônica com código internacional do Paraguai.
A vítima também relatou já ter sido alvo de uma grave intimidação durante uma campanha eleitoral anterior, quando indivíduos armados teriam feito ameaças. Segundo ele, esse episódio contribuiu para a decisão de formalizar a nova denúncia.
A ocorrência foi registrada, em tese, como possível crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal. O autor das mensagens ainda não foi identificado. A Polícia Civil recebeu capturas de tela das conversas, registros das ligações e arquivos de áudio, que deverão ser analisados durante a investigação.
Os materiais poderão auxiliar na identificação do usuário da linha telefônica e na apuração da autoria e da motivação das ameaças. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identidade do responsável pelas mensagens ou eventual vínculo com organização criminosa.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Ponta Porã.













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