Dados divulgados pelo IBGE, mostram que 3 mil empresas da construção empregaram mais de 41 mil pessoas no Estado em 2024

Construção movimenta R$ 10,2 bi em MS com infraestrutura como principal motor do setor

A indústria da construção movimentou R$ 10,2 bilhões em Mato Grosso do Sul em 2024, segundo a PAIC (Pesquisa Anual da Indústria da Construção), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (10). O setor reuniu 3.012 empresas ativas no Estado, responsáveis pela geração de 41.455 empregos e pelo pagamento de R$ 1,65 bilhão em salários, retiradas e outras remunerações.

O principal destaque das atividades em MS foi o segmento de obras de infraestrutura, que respondeu por R$ 4,9 bilhões do valor total movimentado. A construção de edifícios gerou R$ 3,1 bilhões, enquanto os serviços especializados para construção somaram R$ 2,2 bilhões.

Os números mostram a importância da infraestrutura para a economia sul-mato-grossense. O segmento concentrou quase metade de toda a movimentação financeira da construção no Estado, impulsionado por obras ligadas a transportes, urbanização e outros investimentos de grande porte.


 

Construção movimentou R$ 522,5 bi no Brasil
No cenário nacional, a construção movimentou R$ 522,5 bilhões em incorporações, obras e serviços ao longo de 2024. O país contabilizou 191 mil empresas ativas no setor, que empregaram 2,5 milhões de trabalhadores e pagaram R$ 95,6 bilhões em salários e remunerações.

Assim como ocorreu em Mato Grosso do Sul, as obras de infraestrutura lideraram a geração de valor no Brasil, com R$ 200,9 bilhões, o equivalente a 38,4% do total. Na sequência apareceram a construção de edifícios, com R$ 198,9 bilhões, e os serviços especializados para construção, com R$ 122,8 bilhões.

 
 

A pesquisa também aponta a relevância do poder público para a atividade econômica do setor. Em todo o país, 33% do valor gerado pela construção teve origem em demandas governamentais. Quando analisadas apenas as obras de infraestrutura, essa participação sobe para 48,2%.

Centro-Oeste responde por 9,1%
Regionalmente, o Centro-Oeste respondeu por 9,1% de todo o valor gerado pela construção brasileira e por 8,2% do pessoal ocupado no setor. Apesar de representar uma parcela menor do mercado nacional, segundo a pesquisa, a região tem ampliado sua participação em grandes projetos de infraestrutura e logística.

No mercado de trabalho, a construção manteve papel relevante na geração de empregos. Em nível nacional, o setor empregava 2,5 milhões de pessoas ao final de 2024, com média de 13 trabalhadores por empresa. A maior parte da mão de obra estava na construção de edifícios (35,7%), seguida pelos serviços especializados (34,4%) e pelas obras de infraestrutura (29,9%).