Corporação tenta preservar capacidade aérea após sucessão de acidentes e desgaste da frota; contrato pode durar até dez anos.
Com 8 dos 17 helicópteros fora de operação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai gastar R$ 123,1 milhões em serviços de manutenção, atualização tecnológica e apoio operacional das aeronaves ainda aptas ao serviço. O objetivo é manter em funcionamento as nove unidades restantes da frota aérea, considerada estratégica para ações de fiscalização, resgate e operações especiais.
Atualmente, a PRF dispõe de seis helicópteros Bell 407, um Bell 412EP, sete Leonardo AW119MKII e três Eurocopter EC 120B. Estes últimos, no entanto, estão em processo de desfazimento e não serão incluídos no contrato, por não apresentarem mais condições operacionais.
Entre os helicópteros do modelo Leonardo AW119MKII, três estão fora de ação em razão de acidentes. De acordo com o estudo técnico da licitação, duas dessas aeronaves são consideradas recuperáveis, enquanto a viabilidade técnica da terceira ainda está sob avaliação da fabricante. Caso a recuperação não seja possível, os componentes deverão ser reaproveitados para garantir a disponibilidade das demais unidades do mesmo modelo.
No caso dos helicópteros Bell, a PRF informou que uma aeronave foi considerada definitivamente irrecuperável, com peças sendo recertificadas para manutenção de outras unidades. Outra aeronave do mesmo modelo poderá passar por reparos, desde que a empresa contratada apresente plano detalhado de custos, prazos e documentação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O contrato prevê valores elevados por grupo de aeronaves. A manutenção do helicóptero Bell 412EP, único bimotor da frota, foi orçada em R$ 25,6 milhões. O grupo que engloba os Bell 407 soma R$ 43,4 milhões, enquanto os serviços de recuperação e manutenção dos AW119MKII chegam a R$ 54,1 milhões.
A licitação estabelece que apenas empresas nacionais poderão concorrer, desde que certificadas pela Anac para manutenção dos modelos operados pela PRF. O contrato terá validade inicial de 24 meses, com possibilidade de prorrogação por até dez anos.
O investimento ocorre em um contexto de sucateamento progressivo da frota aérea da corporação, marcada por acidentes, limitações orçamentárias e dificuldades de reposição. Para críticos, os números evidenciam problemas estruturais na gestão e manutenção de ativos estratégicos da segurança pública federal, que acabam exigindo aportes elevados para preservar capacidades mínimas de operação.











Olá, deixe seu comentário!Logar-se!