As penas somam quase 36 anos de prisão.

Cinco são condenados pelo tráfico de quase 1 tonelada de cocaína avaliada em R$ 30 milhões
Droga foi encontrada em uma casa em Campo Grande no início deste ano. / Foto: Divulgação/Garras

O juiz Marcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, condenou cinco integrantes do grupo flagrado com quase uma tonelada de cocaína em uma oficina mecânica na Avenida Senhor do Bonfim, em Campo Grande, em março deste ano. 

A ação realizada pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) resultou na apreensão de 979,06 kg de cocaína e 494g de maconha, uma das maiores na história não apenas da Capital, mas de todo o Estado. A carga foi avaliada pela Polícia Civil no valor de pelo menos R$ 30 milhões.

A operação foi posta em prática no dia 11 de março após a polícia receber uma denúncia anônima informando que uma negociação envolvendo grande quantidade de drogas estaria prestes a ocorrer em uma oficina mecânica na região norte da cidade.

 
O Garras passou a monitorar possíveis suspeitos e observaram Alessandro Portilho da Silva, 42 anos, deixando a oficina em um GM Celta. Ele passou a ser seguido por uma equipe descaracterizada. Ao mesmo tempo, Robson Portilho da Silva, 39 anos, saiu do local conduzindo uma Chevrolet S10, que também foi acompanhado pelos investigadores.

Os dois veículos seguiram até o estacionamento de um supermercado atacadista na saída para Cuiabá. No local, o motorista do Celta passou a circular pelo estacionamento de forma considerada suspeita, aparentando aguardar contato para a negociação da droga.

Os policiais fizeram a abordagem e, dentro do veículo, foi encontrado um invólucro com pasta base de cocaína, pesando cerca de 0,6 grama, que, segundo o Garras, possivelmente seria utilizado como amostra da droga para negociação.

Outra equipe abordou um Toyota Etios, onde foram encontrados três tabletes de pasta base de cocaína, totalizando aproximadamente 3,2 quilos. O veículo era conduzido por Mauricio Franco Aguero, 38 anos, e tinha como passageiro Lucas da Silva Canhete, 25 anos. 

Um dos suspeitos, Mauricio Franco Aguero, revelou que havia uma grande quantidade de drogas em sua residência. No local foram encontrados 614 volumes de substância análoga à cocaína, entre tabletes e pacotes embalados. Após pesagem preliminar, a droga totalizou aproximadamente 975 quilos.

Na denúncia apresentada à Justiça, a pesagem oficial registrada é de 979,06 kg de cocaína e 494g de maconha. Também há o registro de uma caminhonete Nissan Frontier, que possuía registro de furto ou roubo e era utilizada para o transporte das drogas.

Os cinco presos em flagrante, posteriormente às investigações, foram denunciados por tráfico de drogas e receptação. 

O juiz Marcio Alexandre Wust decidiu que as provas documentais, periciais e testemunhais produzidas, além da confissão de Mauricio Aguero, mostraram que a autoria e a materialidade delitiva restaram “sobejamente demonstradas”, assim como a natureza dos fatos causados pelos criminosos.

“Destarte, há nos autos elementos suficientes a incriminá-lo, ou seja, circunstâncias conhecidas e provadas que tem relação com o fato e que autorizam concluir ser os acusados autores de fato típico, antijurídico e culpável, isto é, de crime de tráfico e, receptação (Maurício)”, arremata a sentença publicada no Diário da Justiça desta segunda-feira (17).

Alessandro Portilho da Silva foi condenado a sete anos, cinco meses e 28 dias de prisão, e Robson Portilho da Silva, a nove anos, 11 meses e 27 dias, ambos no regime fechado. Eduardo da Silva Araújo e Lucas da Silva Canhete foram sentenciados a seis anos, dois meses e 29 dias, cada um, no semiaberto. E, por fim, Mauricio Franco Aguero pegou seis anos, também no semiaberto.