No Paraná, o plantio alcançou 36% da área prevista.

 Chuva interfere no plantio e soja tem baixa liquidez
No Paraná, o plantio alcançou 36% da área prevista. / Foto: Divulgação.

O mercado da soja apresentou recuperação pontual de preços, mas segue com poucos negócios, enquanto o avanço do plantio depende das condições climáticas. Segundo a TF Agroeconômica, o dólar novamente acima de R$ 5 favoreceu as referências de exportação, sem convencer os produtores a ampliar a oferta.

No Rio Grande do Sul, a melhora no mercado portuário não reverteu a cautela após a queda do início da semana. Rio Grande registrou R$ 155 por saca, enquanto Ijuí ficou em R$ 151,50. O excesso de umidade também pode reduzir os dias disponíveis para a semeadura.

Em Santa Catarina, as chuvas restringem as operações no campo e a liquidez permanece baixa. Em Abelardo Luz, a indicação FOB ficou estável em R$ 149 por saca. Essa modalidade não é diretamente comparável às referências de balcão, que consideram outras condições comerciais.

No Paraná, o plantio alcançou 36% da área prevista, maior avanço para esta época em oito safras. O Deral projeta produção inicial de 22,6 milhões de toneladas. Entretanto, o excesso de chuva dificulta pulverizações e a entrada de máquinas. Paranaguá registrou R$ 154,50 por saca, alta de 0,32%.

Em Mato Grosso do Sul, as precipitações melhoraram a umidade do solo e favoreceram a implantação das lavouras. Dourados e Campo Grande tiveram cotações de R$ 144,50, com avanço de 0,35%. As vendas seguem ligadas principalmente à necessidade de caixa.

Já em Mato Grosso, a semeadura havia atingido 10,23% da área, ainda condicionada à regularidade das chuvas. O estado concentra 21,6% da capacidade nacional de processamento de soja, fator de sustentação da demanda no médio prazo. No mercado físico, Rondonópolis marcou R$ 145,85, enquanto Sorriso recuou para R$ 138,20.