Costela liderou o aumento e está 10,23% mais cara do que o mês passado.

Carne bovina sobe mais de 10% e pesa no bolso do consumidor

Para a dona de casa Maria de Oliveira, de 54 anos, não existe nada melhor do que uma costela assada no almoço de domingo para reunir sua família. A tradição que ela faz por anos pode ser substituída. O motivo é que o preço da carne está pensando no bolso como nunca.

De acordo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp, a inflação da Capital em outubro voltou a ficar positiva e fechou a 0,26%, e um dos principais fatores desta elevação ( 0,74%), foi puxado pelos aumentos nos preços da carne bovina. Dos quinze cortes pesquisados pelo Núcleo, 13 tiveram aumentos de preços e dois, redução. O quilo da costela, contrafilé e paleta aumentaram 10,23%, 9,59% e 6,61%, respectivamente.


Para o coordenador do Nepes da Uniderp, Celso Correia de Souza, o preço da carne foi o elemento-chave para o resultado.

“A tendência é o aumento de preços da carne, pois, estamos saindo da entressafra do boi gordo, com reduzido número de animais para o abate e a aproximação das festas de final de ano aumenta muito o consumo. Há, ainda, a influência da exportação do produto, que deve encerrar 2019 com aumento de 10% em relação ao ano anterior”, esclarece Celso.

Nos dez primeiros meses de 2019, o acumulado atinge 2,58%. Levando em consideração os últimos doze meses, a taxa está em 2,62%, ainda abaixo da meta inflacionária do Conselho Monetário Nacional (CNM) para o Brasil no ano de 2019, cujo centro da meta da inflação para o ano é de 4,25%.

“Agora, o que faremos é substituir a costela por outro pedaço ou outra carne até as coisas melhorarem e a costela voltar para dentro do nosso orçamento e novo”, desabafa a dona de casa.