Josiley desferiu diversas facadas contra seu companheiro e alegou legítima defesa.

Carlos tentou sufocar Josiley antes de ser morto a facadas, diz testemunha
Josiley chegou a ser presa em flagrante, mas foi solta após audiência de custódia. / Foto: Reprodução / Redes Sociais

Relatos feitos por uma testemunha apontaram que Carlos Henrique de Oliveira, de 42 anos, teria avançado contra a sua companheira, Josiley Fernandes Ribeiro, de 43 anos, momentos antes de ter sido morto a facadas no Jardim Morenão, em Campo Grande. Ele teria tentado sufocar a mulher com as mãos enquanto ela estava caída.

O caso aconteceu durante a madrugada de domingo (26). A testemunha em questão era amiga de Josi, como a mulher era conhecida, e teria presenciado toda a cena inicial da confusão entre o casal, que começou no prédio e terminou no meio da rua, com o homem morto.

Conforme consta no depoimento feito à polícia logo após o crime, a testemunha relatou que quando as duas chegaram no apartamento, visualizaram Carlos bebendo na companhia de um homem e que quando o homem se tocou da presença das mulheres, logo foi para cima delas.

O homem passou a xingá-las e logo teria empurrado a testemunha, que caiu batendo a cabeça no chão e depois Carlos teria ido para cima de Josi, também sendo jogada ao chão. Neste momento, ele tentava sufocar a companheira com as mãos em seu pescoço e com o joelho apoiado em seu peito. Quem apartou a confusão foi o amigo de Carlos que estava no apartamento.

Conseguindo escapar, Josiley pegou uma faca na cozinha e a testemunha correu para a escada do condomínio, mas continuou ouvindo a discussão e em determinado momento, afirmou ter ouvido Carlos dizer em tom de deboche para sua companheira: "você é doida, vai me matar?".

Quando a testemunha resolveu deixar o local, encontrou uma poça de sangue na porta do apartamento e retornou para as escadas, onde permaneceu por mais alguns minutos. Assim que deixou o prédio, a testemunha encontrou seu namorado do lado de fora, Josi sentada na calçada e Carlos caído na rua.

Ainda em seu depoimento, a amiga de Josi detalha que chamou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, assim como seu namorado, e aguardaram a chegada das autoridades. A testemunha não soube dizer quantas facadas Josiley teria desferido em Carlos.

O caso

Conforme o boletim de ocorrência, a mulher teria alegado legítima defesa contra o homem e cansada de ser agredida, agiu durante a madrugada e desferiu várias facadas no companheiro, logo após chegar em casa.

Inclusive, logo após o crime, Josiley disse bastante atormentada a frase de que "homem não bate em mim, não vou deixar homem bater em mim, não", sendo ouvida pela testemunha que estava do lado de fora do prédio e visualizou as cenas finais do crime.

Josiley foi presa em flagrante e ficou todo o domingo em uma cela da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, quando passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (27), recebendo a liberdade provisória pela Justiça de Mato Grosso do Sul.