O Palmeiras venceu o Novorizontino por 1 a 0, gol de Flaco López, em Barueri. Tem a vantagem do do empate, na partida de domingo, para ser campeão. Porém, decisão segue aberta.
Se Carlos Miguel defendeu o pênalti de Robson, um personagem discreto e muito trabalhador, tem grande parte do mérito.
Tanto que o goleiro, ao receber o prêmio de melhor em campo, fez questão de tê-lo ao seu lado.
Seu nome?
Rogério Godoy.
Foi o preparador de goleiros que garantiu a Carlos Miguel que havia a receita de como defender o primeiro pênalti com a camisa do Palmeiras.
Se o Novorizontino tivesse a penalidade, quem cobraria seria o artilheiro do Paulista, Robson.
Havia a certeza de Rogério de que ele não mudaria a sua forma de bater.
No meio do gol, forte, no alto, apostando que Carlos Miguel cairia para um dos cantos.
Eram 46 minutos do primeiro tempo quando Robson correu para a bola.
Apostando na profecia de Godoy, Carlos Miguel firmou as pernas no gramado sintético de Barueri e esperou a pancada.
Ela veio violenta, a 53 quilômetros de velocidade, tempo suficiente para o goleiro fechar os braços e defender a bola.
O lance foi crucial para o Palmeiras vencer o Novorizontino na primeira partida final do Campeonato Paulista de 2026.
O time de Abel Ferreira foi decepcionante.
Insistiu em bolas longas e cruzamentos.
O técnico português observou bem a maior derrota que teve como comandante do futebol no Palmeiras, 4 a 0 para o próprio Novorizontino, no dia 20 de janeiro. Além da vitória do time interiorano contra Santos e Corinthians.
E percebeu que a marcação forte, alta, do Novorizontino se juntou a impedir que os meio-campistas mais inteligentes tivessem espaço para respirar. Andreas Pereira e Maurício foram anulados.
O que restou ao Palmeiras foram as bolas longas, lançamentos.
Foram exagerados 72 lançamentos da intermediária para os atacantes. Bolas esticadas da defesa para a frente, pulando o meio-campo. Além de 22 cruzamentos.
Ou seja, o Palmeiras não teve como trocar passes, encontrar espaços na zaga do Novorizontino.
Aos 34 minutos do primeiro tempo, o lançamento de 41 metros, feito por Marlon Freitas, caiu em Sosa, que desceu e serviu a Flaco López para bater da entrada da área. O ótimo goleiro Jordi falhou, Palmeiras 1 a 0.
Veio o pênalti.
Carlos Miguel obrigou a torcida palmeirense a gritar seu nome, esquecendo de vez o fato de ter passado pelo Parque São Jorge.
No segundo tempo, Abel não conseguiu ver seu time criando nada de novo. A decisão ficou tensa, mas fraca tecnicamente.
Foi como se os dois estivessem felizes pelo resultado.
“Estavam previstas duas dificuldades: primeira, a forma que o Novorizontino joga, de forma organizada; e a segunda, um dia a menos de recuperação.
“Essas foram as duas grandes dificuldades, nosso adversário se organizou muito bem.
“Nossas transições nós fizemos muito bem, na bola parada fomos capazes, pelo menos defensivamente fomos bem”, tentava se animar, Abel.
O treinador chegou à sua sexta final de Paulista.
Ele lamentou, de forma sutil, não poder escalar Vitor Roque durante todo o tempo, ontem. Só entrou aos 24 minutos do segundo tempo. Sosa foi titular.
“Viram Vitor Roque sair chorando? A diferença está em dois a três dias de recuperação. Com pouco tempo, é sempre difícil.
"É chover no molhado. Parece desculpa, mas não tem como. É diferente ter dois dias ou três. Se não jogou (desde o início), é porque alguma coisa tinha para não jogar."
O técnico não se deixou intimidar pelo fato de o Palmeiras decidir o título paulista em Novorizonte, cidade que viu a maior derrota na sua carreira de mais de cinco anos de Palmeiras. 4 a 0.
“As dificuldades previmos antes, tinha falado mesmo antes do jogo do São Paulo. Mesmo sabendo dessas dificuldades, criamos uma no poste, tivemos a do Murilo, oportunidade para fazer o segundo gol, infelizmente não deu.
“Vamos descansar e preparar a equipe. Sabemos da força do nosso adversário em casa e também da força do Palmeiras jogando fora.”
O Novorizontino deverá ter um grande reforço: Rômulo.
O meia não jogou hoje porque ele está emprestado pelo Palmeiras.
E, por contrato, o Novorintino tem de pagar R$ 1 milhão de multa por usar o jogador.
Por falta de verba, o time interiorano só vai apelar para o meia na partida da final, na revanche de domingo.
Pela logística, o Palmeiras vai ao interior, para a final do Paulista, de ônibus.
E com o elenco atento, para evitar surpresas na decisão.
“Nós já vencemos o Palmeiras em casa. Por 4 a 0. Temos de acreditar na nossa força”, decretava Luís Oyama.
Ele sabe muito bem.
A final está aberta.
Se não fosse por Rogério Godoy, tudo estaria bem pior para o Palmeiras…












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