Somente neste ano, MS já registrou 11 feminicídios
‘Monstruosidade’, essa palavra foi dita por uma mulher ao falar sobre a violência feminina registrada neste mês de abril em Campo Grande. Os números assustam e somente neste mês diversos ataques foram registrados na capital.
A reportagem do Jornal Midiamax foi às ruas de Campo Grande ouvir mulheres sobre o atual cenário da cidade. “Os homens não aceitam que as mulheres tenham independência, que trabalhem, que ganhem melhor que eles. Não aceitam que a mulher seja livre, que possa fazer o que ela quer”, disse a gerente de vendas, Larissa de Oliveira.
Para Larissa, os feminicídios na maioria das vezes são registrados após a mulher romper o ciclo do relacionamento. “A maioria dos feminicídios é isso: mulher dá um basta e o homem não aceita esse não. Os homens continuam com aquele pensamento antigo, de posse”, concluiu Larissa.
Inclusive, somente nos quatro primeiros meses de 2026, o Estado de Mato Grosso do Sul já registrou 11 mortes de mulheres, em decorrência de feminicídio. Em Campo Grande, o caso mais recente é da subtenente da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), Marlene de Brito Rodrigues. A militar foi morta a tiro no dia 6 de abril, no Estrela Dalva.
Na visão da dona de casa, Ivete Silva do Nascimento, o ser humano está se transformando em monstruosidade. “Eu acredito que o amor está se esfriando. Ser humano não tem mais sensibilidade. Falta buscar mais a Deus. Tem que trabalhar a fé, o sentimento, cuidar da vida espiritual. O ser humano está virando uma monstruosidade. Quando não é assassinato, é maldade”, pontuou a dona de casa.
A falta de políticas públicas, também pontuada, é um ponto crítico para a incidência nos números de violência contra as mulheres.
“Eu considero que falta mais a questão da justiça pra resolver o problema. Não adianta por exemplo colocar tornozeleira eletrônica que eles continuam indo na casa da mesma forma e cometem assassinatos. A lei precisa ser revista em alguns pontos para que a gente consiga melhorar essa questão”, disse a professora Jane Maria Marciano.













Olá, deixe seu comentário!Logar-se!