Categoria exige votação da MP 1.343/2026 antes que perca a validade na quinta-feira; setor produtivo resiste às regras rígidas.
SANTOS (SP) – Lideranças dos caminhoneiros autônomos convocaram uma paralisação nacional com foco nos principais portos do país a partir desta segunda-feira (13). O objetivo do movimento é pressionar o presidente do Senado Federal a colocar em votação a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, conhecida como a MP do Frete Mínimo, que perde a validade no próximo dia 16 de julho se não for aprovada.
A mobilização ganhou forte adesão inicial de sindicatos portuários, liderados pelo Sindicam-Santos no Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina. O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o "Chorão", orientou a categoria a não viajar e permanecer parada até que a votação seja confirmada na pauta, o que pode ocorrer nesta terça-feira (14).
O que prevê a MP do Frete Mínimo
Aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, a proposta traz pontos de forte interesse dos caminhoneiros e de grande disputa com o mercado:
Fiscalização rígida: Endurece regras e amplia punições da ANTT para empresas que pagarem fretes abaixo da tabela mínima.
Piso salarial: Estabelece um piso de R$ 5.000 para motoristas de longa distância.
Anistia: Perdoa multas judiciais e administrativas aplicadas a caminhoneiros que participaram de bloqueios de rodovias em 2022.
Impasse Setorial
A votação enfrenta forte resistência de entidades ligadas à indústria e ao agronegócio. Os setores patronais argumentam que o tabelamento e o endurecimento das multas geram insegurança jurídica, além de encarecer o custo dos alimentos e o transporte de grãos até os portos.













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